19 de julho, Dia da Caridade: você já ajudou alguém hoje?

Nestes dias tempestuosos, com a repetição de desastres e calamidades de todos os tipos, a Caridade é convidada a visitar-nos em regime de emergência. O Apóstolo Paulo denominou-a com a maior das virtudes, especialmente em referência à Fé e à Esperança, isto porque a caridade as engloba em seu sublime desiderato.

Desta forma, a caridade abarca o amor na sua mais elevada expressão. Não se trata de uma fundamentação religiosa, mas conquista de uma excelente virtude de integração da criatura na criação. Confunde-se, invariavelmente, a caridade com a esmola, o doar de valores e coisas que já não servem e mantêm aqueles que a recebem em situação deplorável de necessidade.

O verdadeiro objetivo da caridade é o de dignificar aquele que é beneficiado, assim como se engrandece no silêncio e no anonimato daquele outro que a exerce. Em razão disso, a caridade pode ser material e espiritual, no seu aspecto enobrecedor de natureza moral.

Bem orientada, socorre a fome, a sede, a nudez, a enfermidade, mas também ilumina o desconforto moral, o abandono afetivo, a loucura das paixões dissolventes e as situações de abandono. Nunca se perverte, nem depende de nada, exceto de ser vivenciada com naturalidade, arrancando o necessitado da situação em que padece, concedendo-lhe recursos morais para levantar-se da queda e recomeçar a avançar na jornada mil vezes.

Quando compreendermos que somos interdependentes umas das outras, e que a solidão, a distância entre os seres humanos são estados patológicos ou filhos rebeldes da ignorância assim como do orgulho vão, desaparecerão as diferenças de classes, as presunçosas manifestações do preconceito de qualquer natureza, porque todos serão vistos como irmãos em estágios diferentes da evolução, todos trabalhando para a sua ascensão moral e construção do mundo de legítima fraternidade.

Qualquer expressão restritiva na conduta humana em relação ao seu próximo é atraso moral que a caridade corrige. Nesta hora de pandemia virótica, em que predomina a pandemia da miséria moral de mulheres e homens mesquinhos, eles nos merecem o espírito de caridade, para serem menos infelizes.

Fonte: Febnet