2020 ainda não acabou, mas já nos tirou muito no esporte!

Chegamos ao mês de dezembro loucos para que o ano acabe. E no esporte não é diferente. O calendário foi afetado diretamente pela pandemia e o nosso cenário ainda é de incertezas para 2021. O ano de 2020, quando olharmos para trás, daqui uns 20 anos, infelizmente será visto como um período caótico em todas as áreas e o esporte não será diferente.

Não tivemos Olimpíada de Tóquio, adiada para o ano que vem. A Fórmula 1 construiu uma temporada ao longo do segundo semestre com corridas quase sempre sem público, com máscaras de proteção sempre presentes e um monstro, Louis Hamilton, se consolidando, pelo menos em números, como maior piloto de todos os tempos.

No futebol ainda estamos aprendendo a enxergar os efeitos da pandemia. Competições atropelando umas as outras, jogos sobrepostos, a pandemia afetando diretamente as equipes. O VAR cada vez mais questionado, não por sua necessidade, mas pela incapacidade dos gestores em usar a ferramenta com a precisão e correção que ela se propõe.

Vamos chegar ao último dia do ano sem um campeão nacional, sem um campeão da Libertadores, sem o campeão da Copa do Brasil e sem o tão esperado e badalado mundial de clubes. Estas definições ficarão para o início de 2021 que será mais um ano com o calendário afetado pela pandemia, mais apertado, menos datas com as dúvidas sobre o retorno do público.

O torcedor, por sinal, sofreu e sofre ao não poder testemunhar as alegrias e tristezas nos estádios que viraram grandes estruturas de concreto e aço, frias, com os jogos embalados por torcidas artificiais. O fã do futebol correu para as telas de todos os tamanhos e formatos para tentar ficar próximo de clubes e jogadores.

E para acabar de ferrar o ano, me perdoem a expressão, perdemos um gênio. Uma estrela. Um dos maiores atletas de todos os tempos, apaixonado, aplicado, imprevisível, encantador, mesmo jogando pelo nosso maior rival, a Argentina. Diego Armando Maradona, 60 anos, no faz acreditar que a alegria do esporte é eterna.

Presente entre nós ou não, os feitos do craque vão continuar a nos mover para debates sobre o futebol e gerar a expectativa de encontrar alguém que possa um dia superá-lo. O meu eterno respeito e admiração de quem o viu Maradona jogar e entendeu, nestes anos todos ligados ao esporte, que a magia do futebol não será superada por uma pandemia, um calendário maluco ou incertezas.

Twitter @armandoBH69