A compaixão se conecta com a força e a paz em nós

Todos temos momentos bons e momentos ruins. Os momentos bons são aqueles que trazem alegria, trazem esperança ou satisfazem o nosso coração e as vezes o nosso ego, nos dando a sensação de bem estar, de segurança e de ter ganhos, enfim. Os momentos que nomeamos ruins são aquelas experiências difíceis de lidar, e de viver, talvez uma perda, uma decepção. Esses momentos podem ser acompanhados de muito pesar, tristeza e dor para nós.

Todos estamos buscando ser felizes, mesmo com tantas dificuldades que deparamos na vida e em nós mesmos. Dificuldades essas que muitas vezes nos paralisam, nos travam, nos trás a sensação de não ter pra onde correr, e que estamos perdidos e desamparados. Quando passamos por uma experiência difícil o que mais queremos em nosso coração é um acolhimento, alguém que nos ajude e nos de suporte para passar pelo momento difícil. É essencial aprender a olhar para si mesmo e aprender a compaixão.

Compaixão pela dor que a experiência trás e que muitas vezes nos paralisa por não ver ou não encontrar saída e por isso que não fazemos movimento e ou outro também é do mesmo jeito. O exercício da compaixão não é fácil porque é preciso aprender a não julgar, a olhar o outro como olhamos para nós. As dificuldades do outro são muitas vezes as nossas também.

Precisamos aprender a exercitar a compaixão, pois é o que mais nos preenche com energia positiva em nós. A compaixão se conecta com a força e a paz em nós, quando recebemos e quando doamos.

A compaixão vai além da empatia, que é o exercício interno de se colocar no lugar do outro. A compaixão busca fazer alguma coisa na tentativa de minimizar o sofrimento. Compaixão por nós, por nossas dificuldades internas que nos levam a dificuldades externas. E compaixão pelo outro, pelos mesmos motivos, somos todos humanos. É a velha história de fazer pelo outro o que gostaríamos que fosse feito por nós.

O psiquiatra suíço, Carl Gustav Jung, tem uma frase muito interessante: “Conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana”. Ou seja, somos todos almas feitas da mesma essência divina. É preciso aprender a ter o olhar de compaixão por si mesmo, paras as próprias dificuldades e com o outro, da mesma forma. Talvez seja momento de parar de julgar o outro e a si mesmo, de relevar as dificuldades dos outros assim como ansiamos tanto que sejamos compreendidos, amparados. Esse pode ser um bom roteiro e para encontrar a real felicidade em nós, compaixão.

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