A vida é feita de ação e reação, de energia em movimento

Muitas vezes nos sentimos desapontados com atitudes daqueles que nos cercam. Nossa sensibilidade pode nos levar a sentir raiva, tristeza e temos o ímpeto de nos afastar da pessoa ou da situação que nos machuca. Querer se afastar é um fato normal e necessário para nos recompor, porém o mais importante é trabalhar nossa resiliência para estar bem com a gente mesmo e com o outro.

Mudar o outro é tarefa muito difícil ou impossível, mas mudar nossa forma de olhar para esse outro, seja uma pessoa ou uma situação nos traz de volta para nossa harmonia interna. Fazer esse caminho de volta para nós mesmos, para nossa paz nem sempre é fácil e rápido, mas é possível se você focar em você.

Quando nos magoam nosso cérebro fica parecendo uma usina de fazer sensações, pensamentos e sentimentos muito contraditórios. Essa usina passa a funcionar a todo vapor por horas, dias e às vezes muito mais tempo. Talvez, quando isso aconteça, seja o momento de nos conectarmos com nós mesmos e observar todo esse barulho interno dentro de nós. Nomear as sensações, os sentimentos e pensamentos. Observar onde tudo isso está acontecendo dentro de nós. Por exemplo, se eu percebo que estou com raiva, observar onde essa raiva se manifesta em meu corpo.

A partir do momento que tomamos consciência do que está acontecendo conosco, parece que o barulho interno vai reduzindo e aos poucos aquele ‘som terrível’ que ressoava em nós, vai se dissipando e vamos voltando para nós, para nossa paz e podemos avaliar melhor todo o processo.

O outro olhar que pode nos ajudar a voltar para nós mesmos é observar se o outro que me fez me sentir tão mal, quando é uma pessoa, se questione, será que essa pessoa tem a capacidade de entender nesse momento que ela me machucou? Muitas vezes a pessoa não tem amadurecimento suficiente para perceber nem a si mesma. A vida é feita de ação e reação, de energia em movimento e o amadurecimento acontece com a vivência das situações.

E quando o que me fez mal foi um evento e eu não posso mudar a situação, posso me trabalhar para apender com a experiência e encontrar novo caminho interno para lidar com o novo. Reclamar, se revoltar, brigar, parece não ser um caminho que traz resultados positivos.

Carl G. Jung disse: “Aquilo que você resiste, persiste…”.Ou seja eu preciso fazer o meu movimento para modificar em mim a forma de lidar com a experiência vivida, com o viver. Nossas angustias, ansiedades, tristezas e dores terminam quando paramos de sofrer pelo que não temos controle.