Academia a Céu Aberto desagrada usuários no Santa Efigênia

As academias a céu aberto foram criadas para incentivar a prática esportiva ao ar livre e a socialização. Nelas o usuário usa a própria força do corpo nos aparelhos. Mas, como todo bem público, devem ser cuidadas por todos, passar por manutenções e oferecer segurança. Em uma delas, no bairro Santa Efigênia, a situação está complicada para quem quer se exercitar.

O servidor público José Roberto Pereira reclama do abandono e da sujeira nesta unidade da Academia a Céu Aberto, localizada debaixo do viaduto, entre a avenida Mem de Sá e a rua Niquelina, em Santa Efigênia, na região Leste de BH. O local, segundo ele, também virou moradia para os sem-teto. “Cerca de sete homens ocupam o espaço. Eles são retirados pelos policiais militares com frequência, mas sempre retornam. Não tem jeito”, reclama.

Moradores em situação de rua tomaram conta da academia

Trabalhando em home office e sem poder frequentar uma academia particular, o servidor público alega ficou sem opção para se exercitar. Durante esta reportagem só José Roberto usou a Academia a Céu Aberto. Ele levou álcool para higienizar os aparelhos e se exercitou ao lado dos moradores em situação de rua.

José Roberto se exercita, mesmo com a insegurança do local

Muitos pedestres que passam pelo local com roupas esportivas preferem andar mais alguns metros até a Avenida dos Andradas. Lá, além da caminhada, podem usar aparelhos semelhantes, montados em dois pontos distintos da avenida. É o caso da dona-de-casa Maria dos Anjos. “Não dá pra fazer ginástica aqui, debaixo do viaduto. Está tudo sujo, mal cuidado e inseguro também”.

O que diz a PBH

A implantação das academias a céu aberto começou em 2009 na capital. Hoje estão presentes nas nove regionais. Segundo a Secretaria Municipal de Esporte e Lazer, a região Leste tem 51 academias, distribuídas em 22 bairros. 70% dos danos são causados por depredação ou utilização inadequada dos aparelhos. Há licitação aberta para a compra de peças e aparelhos para reforma de pelo menos 80 academias em Beagá. A da avenida Mem de Sá faz parte dessa lista. Os reparos terão início este ano, logo depois do processo de licitação e compra.