Aedes aegypti ‘modificados’ serão soltos na região Leste

Ovos do mosquito Aedes aegypti passaram por um processo de modificação, com a implantação da bactéria Wolbachia. O microorganismo impede que o vírus das doenças transmitidas pelo inseto se desenvolva. O método é considerado promissor para a redução dos casos de dengue, zika, chikungunya e febre amarela. À medida em que os mosquitos se reproduzem, uma nova população de insetos se forma, sem a possibilidade de transmitir doenças.

Mosquitos modificados serão soltos na região Leste. Foto Pixabay

Os bairros Jardim Leblon, Copacabana e Piratininga, na região Norte, foram os primeiros a receber os mosquitos modificados, no mês passado. Entre este mês e o próximo serão atendidos outros locais, incluindo a região Leste.

O projeto é uma parceria entre a Prefeitura de Belo Horizonte, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a World Mosquito Program (WMP) – iniciativa sem fins lucrativos que é responsável pelo Método Wolbachia –, com apoio do Ministério da Saúde. Os bairros foram escolhidos após análise das séries históricas de infestação por Aedes aegypti e incidência de doenças causadas pelo mosquito.
Os insetos são produzidos na biofábrica da prefeitura. Nesta primeira etapa de liberações, a produção esperada é de cerca de 275 mil mosquitos por semana.

Método Wolbachia

O método Wolbachia é uma das ações de controle e prevenção da dengue, zika, chikungunya e febre amarela. A Wolbachia é um microrganismo intracelular e não pode ser transmitida para humanos ou animais. Mosquitos que carregam essa bactéria têm a capacidade reduzida de transmitir os vírus para as pessoas.

Clique aqui e confira os dados atualizados da dengue, zika e chikungunya em BH. Os números na região Leste são preocupantes.