Agressividade, fuga e paralisação; como reagimos aos traumas?

Todos nós podemos ter ansiedade causada por uma infinidade de situações. A ansiedade pode estar também relacionada aos medos e inseguranças que trazemos em nós. Essas inseguranças vêm de experiências ou traumas vividos em algum momento. Quando alguma coisa nos remete a uma experiência difícil ou trauma, nosso cérebro reage, enviando mensagem de ‘perigo’.

Por isso que as vezes reagimos de alguma forma aparentemente sem nexo, e quando nos questionam, não temos resposta do porquê daquela reação, pois poderia ser menos. Na maioria das vezes só percebemos essas reações depois, e muitas vezes nem as percebemos.

Observe como nós parecemos uma máquina de emoções, pensamentos e sentimentos, que trabalha vinte e quatro horas por dia, mas nem sempre temos consciência disso. Nossas reações podem ser de brigar ou fugirmos imediatamente para não entrar em contato com a situação ou pessoa, ou ficamos paralisados, sem reação.

Essas emoções raramente as percebemos e não sabemos como explicá-las. Isso pode acontecer, por exemplo, quando alguém fala alguma coisa ou ouvimos alguma coisa que nem foi direcionado a nós, ou uma notícia, ou assistimos alguma cena ao vivo, ou na TV, ou um filme, não importa.

Qualquer coisa pode ativar o nosso cérebro em relação a nós mesmos, ao que está registrado no nosso inconsciente. Temos a impressão que o problema sempre vem de fora, na nossa família, no nosso trabalho, nos relacionamentos, e de outras situações da vida mas, na verdade emocionalmente, o que está fora de mim me atinge apenas naquilo que tem ressonância em mim, já está em mim.

Precisamos aprender a olhar para nós, para nossas dores internas, nossas incertezas e medos e parar de apontar desculpas e culpados. Aprender a observar ‘o que’ desencadeou aquela emoção, aquele sentimento ou pensamento de medo, de raiva, de tristeza. Quando tomamos consciência da ansiedade que foi desencadeada por algum evento, gerado a partir da experiência ou trauma vivido, mesmo que eu não me lembre do evento, vamos acalmamos e voltando ao que somos normalmente através de um processo de adaptação interna em nós.

O psiquiatra suíço Carl G. Jung disse que “Sua visão se tornará clara somente quando você olhar para dentro do seu coração. Quem olha para fora, sonha. Quem olha para dentro, acorda”. Aprender a observar o que se passa dentro de nós é imprescindível para nos ajudar nesse ‘acordar’ para quem nós somos, na verdade. Ou então ficaremos sonhando com as coisas que estão fora de nós e fora do nosso controle e que passa de sonho a pesadelo, fácil, fácil.

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