Alerta! Violência contra motoristas de aplicativo só aumenta!

Nos últimos dias tivemos violência contra motoristas de aplicativos na região metropolitana de Belo Horizonte, onde ocorreram espancamentos, roubos e latrocínio. Estes profissionais ficam à mercê dos marginais, pois quando aceitam uma corrida dificilmente é possível perceber se esta será a sua última corrida. Muitos pais de família acabam perdendo a vida e os que têm oportunidade de  ficar vivo, acabam sofrendo um sério problema de transtorno de comportamento, possivelmente se recusando a sair de casa com medo de que a situação volte a acontecer, ou adquire outros sintomas.

No caso do motorista de aplicativo, a “vítima” vai à procura do marginal, que o acionou através de um telefone celular e quando este entra no carro, dificilmente conseguirá escapar desta armadilha. Como providenciar uma melhor segurança a estes novos profissionais do volante? Este mesmo problema é enfrentado também para os motoristas de táxi, que também passaram e ainda passam por esta mesma situação.

O Estado, através da Polícia Militar tenta prover segurança a todos e em pontos considerados estratégicos monta uma “blitz”, e aleatoriamente os veículos são parados e as pessoas identificadas. É uma forma de conseguir diminuir estas ocorrências contra os profissionais. O Táxi é perfeitamente identificado ainda de longe, diferente do veículo de aplicativo, e estes, atualmente são as vítimas da vez.

As empresas de aplicativos, como uma forma de protegerem o seu negócio, procuram através de estudos no mundo inteiro onde atuam e principalmente nos vários estados do Brasil, como acontecem os crimes e procuram um meio de dificultar estes acontecimentos. Os diversos aplicativos são baseados na tecnologia e é exatamente em cima disto que trabalha toda a segurança. O GPS do celular do motorista permite a localização do veículo de forma rápida, e a empresa pode ser acionada tão logo detecte que o veículo tenha saído da rota previamente programada para aquela corrida.

Outra possibilidade é que os veículos sejam dotados de câmeras internas/externas e com um “botão de pânico” em local estratégico, inclusive dentro do porta-malas, e que desta forma possa acionar a empresa quando estiver em dificuldades com algum passageiro. A empresa então entraria em contato com a polícia que receberia o trajeto e o local onde se encontra o veículo, chegando desta forma rápido no local da ocorrência e dos autores. Um dos problemas enfrentados pelos motoristas é que quando avisam que estão sendo filmados, o passageiro não aceita e cancela a corrida. Para o bem do motorista, talvez seja melhor que isto venha a acontecer.

Além disto, os motoristas se preocupam uns com os outros e entram em grupos pelo celular e trocam ideias, informações, onde está indo, com quem, olham a pontuação do passageiro, evitam alguns locais onde precisam apanhar o cliente que entende ser perigoso, bem como a recusa de pessoas embriagadas. Os que quiserem pagar a corrida em dinheiro, devem inserir o CPF e data de nascimento e esta base de dados deve ser reconhecida junto à Receita Federal pela empresa. Com relação a solicitações de corrida por terceiros, isto acaba facilitando a ação dos marginais.

Realmente é muito difícil a vida deste novo profissional de aplicativos, por isto que muitos preferem trabalhar durante o dia onde a movimentação por toda a cidade é maior e dificulta ações de marginais às escondidas.

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