Autoconhecimento: uma jornada diária e contínua

No texto de hoje eu vou tentar responder um questionamento que me fizeram na semana passada.

“Zailde, a chave de tudo é o autoconhecimento, né?”.

Como você pode entender a vida fora de você, se você não conhece nem o que acontece em si mesmo? Muitas vezes somos apenas repetidores do que puseram na nossa cabeça e aceitamos como se fosse nossa aquela realidade e forma de pensar e sequer temos noção disso. Isso se chama viver no “piloto automático” ou “zona de conforto”. Esse lugar não nos deixa crescer, evoluir e nos tornarmos quem realmente somos.

Todos nós ainda nos conhecemos muito pouco ou quase nada do que realmente somos. Tanto que costumamos nos confundir com nossas profissões, com nossas famílias, com a cultura do trabalho, do país e da família onde estamos inseridos, e por aí vai. Somos muito mais do que isso!

A jornada  do autoconhecimento é um processo que precisa ser diário e contínuo. Sozinhos, sem ajuda, principalmente profissional, dificilmente conseguimos sair do lugar. Ficamos rodando em círculos, nomeamos de outra forma as mesmas coisas e nem percebemos isso. Ainda seguimos comandos de fora de nós, e as consequências dessas escolhas são muito difíceis porque vêm através de sofrimento, causado pelo auto-abandono.

Com o processo do autoconhecimento você vai entendendo melhor quem é você, quais são suas reais buscas internas, suas limitações. O que realmente é seu internamente e o que não é, o que você da conta de fazer e o que ainda não consegue ou não é possível.

A  partir dai você começa a ficar mais consciente para fazer melhores escolhas e desenhar passo a passo os seus projetos de vida, que vão te ajudar a sentir segurança e  paz com você mesmo e com tudo que esta fora de você, e entender que,o que está fora te atinge se você der permissão interna. Você é que está no comando da sua vida, e não eventos externos a você.

A vida é o que é. Não adianta brigar com a vida, mas encontrar caminhos possíveis dentro de você para apender a lidar de forma pacífica com quem você é e com o que não te pertence.

Imagem em destaque: Peggy und Marco Lachmann-Anke por Pixabay .