Calçadas se transformam em local de risco para pedestres da Leste

Andar pelas calçadas da região Leste requer muita atenção e cuidado. E não é só para os idosos ou para quem tem dificuldade de locomoção.  Confira os relatos de pedestres que se machucaram feio. Elas denunciam a falta de manutenção e irregularidades nas calçadas.

A aposentada Célia Ribeiro adora caminhar. Durante as andanças pelo bairro Floresta ela acabou se machucando por causa de um buraco na calçada de uma pizzaria, em frente à praça Salvador Morici. Célia foi ao médico e o diagnóstico, uma luxação no tornozelo. A aposentada precisou ficar de repouso por um mês. A calçada foi consertada dias depois. Mas, relatos como o da Célia são mais comuns que se possa imaginar.

O buraco que feriu a Célia foi consertado. Foto Estella Cruzmel

 A cabeleireira Elma de Figueiredo sofreu dois acidentes em calçadas, no ano passado. O primeiro deles, no início da pandemia, foi na região Central. Elma escorregou, caiu e teve ferimentos no rosto. Há dois meses ela bateu com um dos pés em barras de ferro instaladas irregularmente no passeio de uma padaria no bairro Boa Vista, onde mora. O resultado foi uma luxação grave em um dos dedos. Elma ficou de molho por dias, teve que tomar remédios para dor e anti-inflamatório.

Deixando o hospital com o pé machucado. Foto Elma de Fiqueiredo

Retorno da Prefeitura de BH              

O proprietário do imóvel é responsável pela construção, conservação e manutenção da calçada. Segundo código de posturas, os passeios devem seguir as normas previstas na legislação, ter faixa reservada para o trânsito de pedestre, ser revestidos de material antiderrapante e ser acessíveis. Obstáculos como postes e lixeiras são proibidos e devem ocupar a faixa reservada para eles. A população pode denunciar. A fiscalização é feita pela prefeitura. No ano passado as irregularidades nas calçadas geraram 3045 notificações, com aplicação de mais de mil multas.