Caso Lázaro Barbosa: a morte do criminoso mais procurado do País

O nome de Lázaro Barbosa Sousa começou a surgir no noticiário brasileiro, quando na madrugada de 09/06/21,em Ceilândia-DF, teria matado uma família, o empresário Cláudio Vidal de Oliveira, de 48 anos, seus filhos, Carlos Eduardo Marques Vidal, 15 anos, Gustavo Marques Vidal de 21 e a esposa e mãe Cleonice Marques, que foi levada pelo criminoso e encontrada morta, despida e com diversos ferimentos pelo corpo. Algo brutal e que imediatamente chamou a atenção das organizações policiais, para um crime que chocou a sociedade brasileira.
Fugindo para o estado de Goiás, próximo a cidade de Cocalzinho de Goiás e adjacências, na mata ali localizada, uma verdadeira caçada foi promovida pelas forças de segurança pública, envolvendo Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Federal, Polícia Penal, Corpo de Bombeiros e Força Nacional. Além da utilização de vários helicópteros e drones, bem como alguns outros equipamentos tecnológicos no sentido de facilitar a procura pelo criminoso.
Em todo este tempo, Lázaro conseguia fugir ao cerco de duzentos a trezentos policiais, mesmo porque, ao que parece nestes instantes logo após a sua morte, que pessoas residentes na localidade estavam ajudando na fuga. Inclusive um fazendeiro foi preso junto com o caseiro, já que pelas informações o assassino estaria dormindo e se alimentando na fazenda há cerca de cinco dias. O caseiro foi solto, mas o fazendeiro continua preso preventivamente.
Na data de 27 para 28 de junho/2021, durante a noite, Lázaro foi visto próximo a uma casa em Águas Lindas de Goiás. Os moradores com medo informaram a polícia, que a princípio não acreditou, tendo em vista os inúmeros informações falsas que chegavam. Quando outra pessoa ligou, dando a mesma informação, uma equipe de policiais foi imediatamente enviada para o local. Lá, depois de uma busca acabaram encontrando com Lázaro, que estava com duas armas e teria disparado em direção dos policias que revidaram.
Atingido, Lázaro foi socorrido até a base da operação, colocado em uma viatura para levá-lo ao Hospital, mas chegou morto. Estas informações são contraditórias, pois ao que parece Lázaro foi morto no mesmo local onde houve o embate contra a polícia. Havia se encerrado neste momento, a caça de um criminoso que ameaçou toda uma população no interior de Goiás.
Algumas pessoas estão sendo investigadas se realmente ajudaram nesta fuga alucinada do criminoso durante todos estes vinte dias, onde se alimentava, dormia, tomava banho, trocava de roupas, sendo encontrado com a quantia de R$ 4.440,00 (quatro mil e quatrocentos reais), telefone celular e comida.
A informação, ainda nos primeiros homicídios, em Ceilândia/DF, na morte do casal e dois filhos, relatado no primeiro parágrafo, ainda não confirmado, mas que está sendo investigada, onde pode ter ocorrido algum desentendimento com a família Vidal que não agradou Lázaro. E este desentendimento é possível que tenha sido com relação a Cleonice, a mãe dos jovens e esposa de Cláudio, o desentendimento que o levou a procurá-los na fazenda e matado todos. Sendo que Cleonice foi levada por Lázaro para o meio do mato, e encontrada alguns dias depois, despida e com vários ferimentos, e assim cumprir a sua vingança. Esta informação ainda está sendo investigada para dar veracidade ou não aos atos tresloucados deste bandido, frio e perigoso que assustou toda uma comunidade por dias e dias, onde praticou outros crimes além deste acima relatado.
Mas, o final desta jornada que tomou conta dos noticiários nos últimos vinte dias, finalmente chegou ao fim. A polícia foi achincalhada por não conseguir atender os desejos da sociedade na prisão imediata do foragido. Nem sempre é possível, não participando de uma operação policial em cumprir a sua missão constitucional, entender o motivo da demora em desvendar um crime.
É o caso, por exemplo, do crime de extorsão mediante sequestro, onde um refém, às vezes uma criança, estando em um cativeiro e a polícia não consegue chegar até ela no tempo que a família e a sociedade quer. É preciso uma maturação, um amadurecimento da investigação, que caminha a passos lentos, mas precisos, para que não sejam cometidos erros e alguém seja acusado injustamente imputando um crime a um inocente. O trabalho policial deve ser o de trazer a paz e tranquilidade a uma comunidade quando consegue chegar ao autor de um crime e assim cumprir a sua missão e restaurar a paz social. Foi o que aconteceu no caso de Lázaro Barbosa Sousa, teve o que merecia e/ou talvez o que procurasse.

@elsonmatosdacosta