Caso Lorenza; Ministério Público denuncia promotor pela morte da esposa

Uma morte suspeita causou um alvoroço junto à sociedade mineira e principalmente dentro do Ministério Público de Minas Gerais. Lorenza Maria Silva de Pinho, 41 anos teria engasgado com alguma comida e, antes mesmo que fosse atendida por uma ambulância, chamada às pressas, veio a óbito. Deixou cinco filhos. O marido, o Promotor de Justiça André Garcia Pinho, tão logo teve a morte de sua esposa confirmada por médicos particulares, encaminhou o corpo para o velório, onde logo mais seria cremado.

Tendo em vista a interferência de amigos e parentes de Lorenza que entenderam ser uma causa bastante estranha o motivo do óbito, levaram estas desconfianças até a Procuradoria Geral do Ministério Público. Com a ajuda da Polícia Civil através do DHPP – Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoas – o corpo foi retirado do velório e encaminhado ao IML – Instituto Médico Legal, para um exame mais minucioso.

Desde então havia sido decretada a prisão temporária do possível autor do crime, exatamente o marido da vítima. No último dia 30, o Procurador-Geral de Justiça de MG, Jarbas Soares Junior, com o laudo de necropsia em mãos, pediu a conversão da temporária em prisão preventiva do promotor. Os laudos efetuados constataram o motivo do óbito de Lorenza. Completamente diverso do que foi atestado pelos médicos procurados inicialmente pelo marido da vítima.

Quanto à prisão preventiva requerida ainda se aguarda o pronunciamento do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, pedido este necessário tendo em vista a gravidade das lesões encontradas pela medicina legal no corpo de Lorenza, induzindo serem motivos suficientes para a morte da Lorenza de forma dolosa, incompatíveis com a declaração de óbito inicial dos médicos que atestaram. Uma comissão de procuradores foi montada para o completo esclarecimento dos fatos e continuidade das investigações que já estão bem adiantadas.

Quanto aos médicos que assinaram o atestado de óbito, possivelmente irão responder pelo crime de Falsidade Ideológica e ao promoto André Luis Garcia de Pinho, o crime de feminicídio triplamente qualificado, que se aplicada deve ser bastante severa, caso se comprove estes atos acima descritos.

Assim teremos a certeza de que a impunidade não pode reinar, seja em qual extrato da sociedade ela acontecer. Desde que a decisão seja a mais justa possível, baseada em fatos, depoimentos e farta documentação.

@elsonmatosdacosta