Clube da Esquina ganha homenagem em forma de canção

Vento de Maio, O Trem Azul, Paisagem da Janela, O Sal da Terra… Essas e muitas outras canções foram imortalizadas por Milton Nascimento, Toninho Horta, Beto Guedes, Wagner Tiso, Fernando Brant e os irmãos Lô, Marilton e Márcio Borges. Esse é o legado do Clube da Esquina. O primeiro disco do grupo completa 50 anos em março do ano que vem e ganhou um presente antecipado: uma música que reúne toda essa sonoridade que marca gerações! Confira:

Os irmãos Willian e Marcelo Ferreira são os autores da Canção para o Clube da Esquina. Eles nasceram no bairro Esplanada, na região Leste de BH. O gosto musical despertado na infância, no dedilhar do violão, acabou passando para a família. “Meu filho André, de 26 anos, é formado em Música e toca contrabaixo acústico na orquestra da FAB (Força Aérea Brasileira), em Brasília. Gabriel, de 30, é técnico da Cemig e toca violão. O caçula Guilherme, de 21 anos, estuda Matemática, mas não larga o violão, a guitarra e o contrabaixo”, descreve Willian, todo orgulhoso.

Marcelo e Willian, autores da canção. Foto: acervo pessoal

A família também tem uma banda: Os Radialistas. Além de canções do Clube da Esquina, eles tocam e cantam sucessos dos anos de 1970 e 1980, além de Beatles. “São hits que muita gente ouviu nos LPs, nas rádios e quase não se encontra mais”, lamenta Willian. E como ‘todo artista deve ir aonde o povo está’ a banda já retomou a agenda de apresentações e, recentemente, participou do Festival da Canção de Rio Casca.

O Clube da Esquina nasceu nesta esquina de Santa Tereza

O Clube da Esquina                     

O Clube da Esquina surgiu na década de 1960 no bairro Santa Tereza, nas esquinas das ruas Divinópolis e Paraisópolis. Os músicos, compositores e letristas marcaram a música brasileira e mundial para sempre com uma sonoridade de alto nível e inovadora. Com referências trazidas da Bossa Nova, do jazz, das músicas erudita, folclórica dos negros, mineira, erudita e uma infinidade de outros sons conquista fãs fiéis até hoje. O movimento musical atraiu estudiosos pelas características sonoras única, particular e diferente de todo o cenário musical da época.

Em 2012 o Conselho Cultural de BH aprovou a criação do Museu do Clube da Esquina. O setor de Obras Raras da biblioteca da Universidade Federal de Minas Gerais guarda parte do acervo, cedido pela Associação dos Amigos do Museu Clube da Esquina. Em 2015 foi criado o Bar do Museu Clube da Esquina, espaço que resgata a memória dos artistas e que se tornou ponto de encontro no cenário cultura de BH.

Imagem em destaque:site entretodasascoisas.