Colunista do Radar, especialista no assunto, ensina como não cair no falso sequestro

Recentemente, em São Paulo, uma idosa caiu no golpe do chamado Falso Sequestro. Recebeu uma ligação de que sua filha havia sido sequestrada e o marginal exigindo uma certa quantia para a sua liberação. Neste tipo de golpe, os bandidos não permitem que a vítima desligue o telefone. É uma das formas em constatar que se trata de um falso sequestro. No sequestro real, as ligações são rápidas, realizadas em poucos minutos e não como neste golpe, onde as conversas duram horas ininterruptas até que o crime seja consumado.

A vítima, neste caso, depois de ser muito pressionada pelo outro lado da linha, transfere o dinheiro, hoje através do Pix na mesma hora. Logo depois a pessoa que sofreu o golpe, percebe que a (o) filha (o) estava dormindo no quarto ou se encontrava na escola sem sofrer nenhum constrangimento. Ai já é tarde, o golpe foi concluído. O dinheiro está na posse dos criminosos, dificilmente será possível a sua localização, mesmo porque a conta no banco foi feita com documentos falsificados e o celular descartado.

Como não cair neste golpe? Primeiro tente manter a calma, sabendo que é difícil quando recebemos uma notícia igual a esta, mas pelo menos tente e continue a raciocinar. Atendendo a ligação de que um filho (a) está sequestrado (a), desconfie. Pergunte qual é o nome da pessoa que está de refém. Procure chamar outra pessoa da família ou vizinho para perto deixando-a entender o que está acontecendo na conversa e peça para que ela entre em contato com o refém. Assim, caso aconteça o contato terá a certeza de que a pessoa não está sendo vítima de um crime. Se tiver tempo, avise também a polícia que pode ajudar a resolver da melhor forma possível este grande problema.

Os marginais, neste momento não deixam, ameaçando quem atendeu a ligação, a desligar o telefone exatamente para que não tome estas providencias acima. É quando então, contando com o desespero do pai ou da mãe conseguem concluir este tipo de crime, conhecido como Falo Sequestro. Nestes casos é comum também, colocarem o “suposto refém” ao telefone, utilizando um outro comparsa, falando desesperado ao telefone como se fosse o parente e pedindo para pagar o resgate mais rápido possível.

Na verdade, é um teatro, macabro, mas uma encenação que acaba convencendo a pessoa da família a pagar o que os bandidos estão pedindo. Outra forma de verificar que realmente não se trata de um sequestro, é que se realmente fosse verdade, o refém não falaria ao telefone, apenas quem estivesse negociando com a família.

Calma neste momento que entendo realmente ser angustiante para quem recebe um telefonema deste, e ainda tem que manter a tranquilidade para resolver este caso da melhor forma possível. Se ficar apavorado, sim, cairá no golpe e a sua conta será zerada, onde algumas pessoas acabam fazendo um empréstimo e ficando ainda mais endividadas.

Um outro golpe também praticado diz respeito ao anúncio de um caminhão ou um trator por um preço bem abaixo do valor de mercado e que se transforma realmente no crime de extorsão mediante sequestro. Mas, isto é  uma coluna para uma próxima oportunidade aqui no portal Radar Leste BH.

@elsonmatosdacosta