Colunista propõe uma viagem para dentro de si nesta quarentena

Por alguns minutos esqueça as limitações impostas pela pandemia (e pelo nosso bolso) e me responda essa pergunta: Para onde você gostaria de viajar agora?
Mil destinos passam pela minha cabeça. Confesso, sempre tive uma listinha dos lugares que quero conhecer, mas depois de quase 5 meses sem poder fazer planos, me dá um branco quando penso qual será o próximo.
Uma coisa é inquestionável, minha paixão pelas viagens ficou ainda maior nessa quarentena, mas comecei a valorizar outras coisas, percebi que, antes de zerar aquela minha listinha (que só cresceu), quero dedicar mais tempo às pessoas que amo, quero realizar os sonhos que nem sabia que tinha.
A verdade é que sem poder viajar por aí, estou viajando para dentro de mim mesma, recuperando aquela conexão muitas vezes interrompida pela vida agitada no trabalho, pelos serviços de casa, pelas saídas noturnas, pelos passeios no shopping, pela falta de tempo, pelos planos que fazemos sem nem saber se vamos realizar um dia.
Comecei a valorizar cada experiência que já tive a oportunidade de vivenciar pelo mundo e ser grata a mim mesma por não ter deixado pra depois. Revi fotos, vídeos, sorri, chorei, contabilizei perrengues e contei histórias que a Akemí de 15 anos nunca acreditaria que iria viver.
Percebi que essa quarentena pode ser a viagem mais intensa e a que vai deixar mais ensinamentos de toda a minha vida. Espero que aí do outro lado, você também esteja mergulhado em si mesmo e em ser uma pessoa diferente quando tudo isso passar.
Agora, respondendo a pergunta, se eu pudesse viajar para qualquer lugar do mundo (sem pandemia e sem orçamento), pensei e pensei e decidi: Bora Bora, no Thaiti (meu sonho de princesa). Um bangalô sobre o mar azul cristalino, com vista para o vulcão, por favor! E você?