Começa a era de um Vingador defendendo as cores do Galo Forte

Enfim ele jogou, intimidou adversários e marcou. Ele entrou em campo com a camisa preta e branca contra o Uberlândia, com estádio vazio, por causa da pandemia da Covd-19. Hulk, o atacante de 34 anos, que desejava jogar de novo no Brasil e escolheu o Atlético para buscar títulos e relevância no futebol brasileiro, depois de enorme sucesso no Japão, na Europa, principalmente e Portugal e na Rússia, e também no futebol chinês.

Givanildo Vieira de Souza, cidadão paraibano com muito orgulho, é um exemplo de um brasileiro vencedor. Ainda garoto, aos 18 anos, deixou o Brasil, sem praticamente ser conhecido pelo público em geral, para se tornar ídolo no Japão. Exemplo de atleta de porte físico invejável, Hulk tem tudo para trilhar caminhos de ídolos no Atlético como Reinaldo, Éder, Cerezo, Ronaldinho Gaúcho, Tardelli e Victor.

Hulk teve a oportunidade de jogar pela seleção em 48 partidas, onde fez 11 gols, sendo campeão da Copa das Confederações em 2013 e participando da Copa do Mundo de 2014, no Brasil. Vestir a camisa de um grande clube brasileiro era um desejo antigo e o atacante tem pela frente o desafio de levar o time mineiro a conquista de títulos como a Libertadores, Copa do Brasil e o Campeonato Brasileiro. Será que o Atlético precisa mesmo de um jogador com nome de super-herói para voltar a ser campeão nacional?

Na primeira vez que pisou no gramado do Mineirão com a camisa do Atlético, o atacante esteve tímido, mais parecido com o doutor Bruce Banner, o cientista atingido pelos raios gama que o transformam no incrível Hulk. Para os fãs da Marvel, Banner é o tímido, mais escondido entre os egos dos super-heróis que formam o grupo dos Vingadores.

Em campo, o Hulk brasileiro do futebol estava assim, ainda sem a intensidade e a explosão que o caracterizaram no futebol mundial. Tudo muito natural para quem está conhecendo e abrindo espaço no futebol brasileiro. Ainda discreto, o candidato a super-herói atleticano cobrou falta, disputou bolas no ataque, deu uma assistência para um gol de Tardelli e jogou os dois tempos da partida integralmente.

Hulk com certeza será um dos ídolos em que o torcedor atleticano vai depositar a esperança de gols, de jogadas impossíveis, imprevisíveis e que tem uma média de gols de um gol a cada duas partidas. Como neste primeiro desafio, diante do Uberlândia, o gol não saiu, fica a contagem regressiva para ver a rede balançar com ele na próxima rodada, diante do Patrocinense. Hulk tem vários parceiros que podem auxiliá-lo a se tornar um artilheiro em Minas Gerais. Keno, Tardelli, Sasha, Marrony, Calebe, Savinho, Vargas, são os candidatos a formar uma nova dupla ofensiva que pode aterrorizar adversários.

Pelo menos este é o sonho do torcedor atleticano que inspirado pela história vitoriosa de um tal de Ronaldinho Gaúcho, espera resgatar este encantamento com outro jogador que brilhou na Europa e trouxe para o Atlético entusiasmo e intensidade de vencedor.  A força e o vigor físico impressionam. A técnica ainda está sendo ajustada. Mas a alegria em estar jogando em gramados brasileiros é visível e deve ser inspiradora para ele e companheiros. Givanildo ou Hulk ou Bruce Banner ou os três. Esse roteiro começou a ser escrito.

Twitter @armandoBH69