Confira a segunda parte da entrevista sobre a campanha Janeiro Branco

Confira a continuação da segunda entrevista com Isabel Cristina Sodré da Cunha Rodrigues, psicóloga do RH do Grupo Santa Casa BH sobre a campanha Janeiro Branco. Refletir, discutir e cuidar da saúde é cada vez mais urgente e necessário.

Isabel Cristina, psicóloga da Santa Casa. Foto SCBH

Radar Leste BH – Com tantas campanhas preventivas tratando da saúde do corpo, a atenção para a saúde mental não fica em segundo plano algumas vezes?

Sim, os recursos direcionados a saúde mental são bem menores que os direcionados à saúde física e ainda encontramos muitos preconceitos sobre o assunto. Algumas pessoas têm receio de expor sobre suas emoções e sentimentos, por medo ou vergonha, bem como não pedem ajuda, pois são mal interpretadas ou criticadas pelo outro. Outras ainda acreditam que os sintomas apresentados podem passar e vão convivendo com isso ao longo do tempo. As pessoas muitas das vezes não sabem que a saúde mental interfere diretamente na saúde física e o quanto é importante a harmonia entre ambos.

Radar Leste BH – Ainda existem mitos e tabus relativos às doenças mentais?

Sim, as pessoas acreditam que, quem procura um psicólogo ou psiquiatra é ‘louco’, ou quem apresenta sinais de depressão é fraco ou tem alguma preguiça. Esses tabus fazem com que muitas pessoas que apresentam sintomas não procurem ajuda por receio dos julgamentos que poderão receber da sociedade.  Acredito que este preconceito seja resultado da falta de conscientização e abertura para um diálogo em nossa sociedade sobre o assunto. O que leva a marginalizar quem sofre com estes problemas. Por isso a importância para desta campanha do janeiro branco, onde podemos falar sobre o tema.

Não tenha medo. Busque ajuda. Foto Pixxabay

Radar Leste BH – 2020 e este ano nos levaram ao isolamento social, ao medo do vírus, preocupação com amigos e familiares… esses e outros fatores podem ter prejudicado a saúde mental das pessoas?

Sim, tivemos de forma rápida e inesperada que a aprender a lidar com muitas mudanças que ocasionaram a todos um realinhamento em nossa forma de pensar, interagir com os outros e, principalmente, com seu próprio’ eu’. Para alguns este processo foi rápido e para outros, foi gradativo e bem dolorido o que ocasionou sintomas que evidenciaram depressões e ansiedade, principalmente ao lidar com as questões isolamento, distanciamento social, medo e a morte.

Radar Leste BH – Existem cuidados que devemos tomar no dia a dia para buscarmos o equilíbrio e promovermos nossa saúde mental? 

Temos que buscar ter um pensamento mais positivo, e para isso necessitamos, ter acesso às boas informações, buscar ler bons livros, ver bons filmes e ter boas conversas.

Aprenda a ter um momento durante seu dia para meditar ou apenas respirar. Agradeça, tenha gratidão pela vida. Tenha um caderno onde possa escrever por tudo que foi grato neste dia. Tenha planos, sonhos.Durma e alimente-se bem. Faça algo que goste, procure um hobby, tenha um tempo para você. Peça ajuda quando perceber que algo em você não está bem, compartilhe com alguém.

Clique aqui e leia a primeira parte da entrevista.