Conheça a arte de um mestre que fez da capoeira uma missão que ganhou o mundo

Quem diria que o menino que procurava um passarinho fugido da gaiola daria asas a um projeto que nasceu no Santa Efigênia, voou para outros municípios e criou asas até fora do Brasil! O projeto social da Fundação Internacional Capoeira Arte das Gerais existe há 29 anos, atende a crianças e jovens de baixa renda e é dirigido pelo Jamil Raimundo, conhecido como Mestre Museu.

Mestre Museu e alunos da Polônia. Foto: arquivo pessoal

Mestre Museu começou a ser chamado assim por volta dos 10 anos de idade, quando foi visto pelas ruas do Santa Efigênia com uma gaiola que, de tão velha, foi chamada de peça de museu pelos amigos. E não deu outra: nascia ali o apelido que o acompanha até hoje. E foi nessa época também que o menino que procurava o passarinho fujão participou de um projeto social, aprendeu capoeira e não parou mais de ensinar a atividade que mistura arte, gingado, música, esporte, dança e socialização.

Os ensinamentos do mestre romperam fronteiras. Jamil formou professores que hoje atuam em cidades como São João Del Rey, Montes Claros e em uma comunidade quilombola no Serro. A metodologia do mestre também é aplicada em Varsóvia, na Polônia, com alunos portadores da Síndrome de Down.“Há 30 anos minha vida é ensinar capoeira. Formei tantos alunos que já perdi a conta. Muitos se tornaram multiplicadores do que foi ensinado e mantém vivo o legado que passei pra eles”, afirma o mestre que se dedica a formar mais que capoeiristas, mas seres humanos do bem.

Os multiplicadores do legado do mestre. Foto: arquivo pessoal

O projeto

O projeto social Fundação Internacional Capoeira Arte das Gerais funciona há 22 anos na rua Cônego Pinheiro, 208. É voltado para crianças e adolescentes carentes do Santa Efigênia e região. A entidade sobrevive de doações dos pais dos alunos e de parceiros que apóiam o projeto, mas sempre faltam recursos. “A última grande doação que recebemos foi de R$10 mil em uniformes, há uma década”, lamenta.

As aulas de capoeira são oferecidas às segundas, quartas e sextas às 19h e obedecem a todos os critérios de combate à pandemia. O espaço também oferece oficina de artesanato para a terceira idade, mas o sonho de Mestre Museu é ir bem mais além. “Assim como aquele passarinho fujão eu sonho voar alto e tenho planos para a associação. Entre eles, um coral só com crianças”.

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