Denúncia: usuários dos coletivos desembarcam sem pagar a tarifa

A aposentada e moradora do bairro Casa Branca Divina Ferreira Rodrigues, de 80 anos, está indignada. Usuária do transporte coletivo, ela reclama de  um problema recorrente nas linhas 9211 (Caetano Furquim/Havaí), 9214 (Caetano Furquim/Via Alto Havaí) e 9250 (Caetano Furquim/Nova Cintra/Via Savassi).

Placa com números de algumas linhas denunciadas

Segundo dona Divina, alguns os usuários se acumulam na entre os degraus das escadas e a entrada dos coletivos e desembarcam sem pagar a tarifa. “É um desrespeito com quem paga passagem e, especialmente, com os idosos que não conseguem se sentar nos assentos exclusivos. Muitos têm que se equilibrar com os ônibus em movimento até encontrar um ponto para se apoiar no meio de tanta gente”, reclama.

O presidente do Sindicato dos Rodoviários de BH (STTRBH), Paulo César da Silva, reforça a reclamação da dona Divina e denuncia. Conforme Paulo, falta fiscalização e os donos das empresas de ônibus deixam para o motorista a responsabilidade de evitar aglomeração na frente do coletivo e de exigir o pagamento da tarifa. Essa função causa uma série de transtornos ao trabalhador, que sofre ameaças e até agressões. “A orientação do sindicato é que seja feita a cobrança, que os usuários rodem a roleta, mas sem entrar em atrito”.

Lugar de passageiro não é nos degraus do coletivo

Deixar de pagar é crime

Para a BHTrans, pular a  roleta, entrar e descer pela porta traseira, entrar e descer pela porta dianteira sem direito a gratuidade, ou pular roleta nas estações é crime previsto no Código Penal (Art. 176), com pena de detenção, que varia de 15 dias a 2 meses, ou multa.
De acordo com o Regulamento dos Serviços de Transporte Público Coletivo e Convencional de Passageiros por Ônibus do Município de Belo Horizonte, é dever do consórcio operador da linha não permitir o desembarque de usuários sem o pagamento da passagem, devendo coibir a evasão. 

O Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros de Belo Horizonte (SetraBH) informa que investe continuamente em campanhas educacionais e de conscientização da população e que, vai informar a empresa sobre a denúncia dos moradores. Ressalta a importância do passageiro dar a preferência do lugar para aquelas pessoas com dificuldade de mobilidade e realizar a viagem sempre em segurança, nos locais indicados dentro dos coletivos.