Depois de seis meses, Instituto Inhotim anuncia nova data de reabertura

Imagine jardins maravilhosos, árvores carregadas de orquídeas, lagos que espelham toda essa beleza. Agora adicione obras de arte ao ar livre. Parece um sonho, mas esse você pode sonhar acordado. Estou falando do maior museu a céu aberto de arte contemporânea da América Latina (quiçá do mundo): o Inhotim.

Para quem está em Belo Horizonte é simples conhecer essa maravilha, de carro ou ônibus o caminho que leva a Inhotim, na cidade de Brumadinho, tem 60 quilômetros. O lugar é gigantesco, abriga vinte galerias com exposições de 85 artistas de 26 países e, olha só essa, possui mais espécies botânicas que todos os jardins botânicos do país. Eu me lembro de ficar apaixonada pelo Jardim desértico, todo inspirado no México tem mais de cem espécies.

O que dizer das galerias de arte? As obras são sensoriais, impactantes, interativas. E elas existem em tamanha sintonia com o ambiente que parecem terem sido criadas para aquele lugar e….foram mesmo. Um dos vários guias me explicou que cada artista teve liberdade para fazer a integração entre arte e meio ambiente. Fantástico, né?

Você pode até nadar numa piscina durante sua visita, mas não uma piscina qualquer, claro. Como tudo por lá, ela também é uma obra de arte. Os degraus remetem àquelas cadernetas de endereço e telefone antigas com índice alfabético. Só vendo para entender, ou nadando, neste caso.

Por causa da pandemia, o museu estava fechado desde o dia 18 de março. Mas eu estou aqui para te dar uma ótima notícia: a reabertura do Inhotim está prevista para o dia 7 de novembro com uma série de novas regras para cumprir os protocolos sanitários e garantir a segurança dos visitantes e funcionários.

Vamos às regras: nesse primeiro momento, o Inhotim vai receber, no máximo, 500 pessoas por dia, isso representa 10% da capacidade. Os ingressos serão vendidos apenas de forma online e custam R$44,00 a inteira e R$22,00 a meia entrada.

Se antes a visitação era de terça a domingo, na retomada o museu irá abrir apenas às sextas, sábados, domingos e feriados. Para quem tem disponibilidade, se liga que a última sexta-feira de cada mês terá entrada gratuita, exceto feriados.

Por enquanto, não serão permitidas excursões. O uso de máscara é obrigatório. No site do Inhotim estão todas as regras e explicações sobre pontos de alimentação, circulação e transporte interno, galerias que estarão disponíveis e também a capacidade de público em cada uma delas.

Quando visitei, antes da pandemia, utilizei carrinhos de golf para me locomover entre as galerias, por esse transporte paguei uma taxa a parte. Eles passavam a cada três minutos e foi uma ótima alternativa para otimizar o tempo.

Por falar em tempo, você deve estar se perguntando quanto tempo leva para conhecer tudo isso. Sendo bem sincera, um dia é pouco. Mas se for apenas o que tiver, vá mesmo assim. Use roupas e sapatos confortáveis, leve sua roupa de banho (lembra da piscina?), não esqueça o protetor solar e uma garrafinha de água. Achei incrível que havia tomadas para carregar o celular espalhadas pela área do museu. Assim, você não perde nenhum clique e pode compartilhar essa experiência com o mundo.

É bem provável que você, como eu, não vai zerar o Inhotim em uma dia, mas quer coisa melhor que sair de lá já com um motivo para voltar? Desconheço melhor, inclusive estou aqui pensando que seria ótimo voltar ainda este ano.

É claro que eu gravei os melhores momentos da minha visita e está tudo lá no meu canal, acesse www.youtube.com/omundoelogoali