Está chegando o Dia do Turista: temos uma data só nossa!

Querido leitor, se você gosta de acompanhar essa amada coluna, se você, assim como eu, ama viajar e viaja (sem sair do lugar) a cada destino apresentado por aqui, comemora a cada boa notícia relacionada ao turismo nesses tempos tão desafiadores para o setor, merece os parabéns, afinal o Dia do Turista está chegando, 13 de junho. Sim!!! Temos um dia só nosso e precisamos comemorar. Spoiler: este texto contém minhas memórias de turista.

Como você começou a ser turista? Oficialmente, eu acho que comecei ainda criança quando viajava nas histórias que meu pai contava dos amigos pelo mundo com quem se correspondia via cartas. Me chamo Akemí por conta disso, inclusive, mas essa é outra história. Também passei a infância em frente ao computador da minha tia Marisa jogando ‘O jovem explorador do Mundo’, vocês já ouviram falar?

Como já procurei esse jogo depois de adulta. Consistia em fazer viagens virtuais de ‘navio’ ou ‘avião’ por um mapa múndi. O papel do jogador era completar um álbum de figurinhas com todo tipo de curiosidades sobre os países, monumentos, exemplares únicos da fauna e flora locais, ritmos musicais, enfim… eu jogava muitas e muitas vezes e amava conhecer todos esses lugares e ver meu ‘passaporte’ todo carimbado.

As viagens da minha infância sempre foram para casa de parentes, no Espírito Santo ou São Paulo e tenho memórias divertidíssimas, como quando parávamos na Barraca Vermelha, no sul de Minas, para comprar doces, ou em um restaurante chamado Emboabas na BR 381 para comer pão de queijo e brincar numa espécie de tirolesa de pneu que tinha por lá, também não me esqueço de que certa vez subindo a Serra da Mantiqueira a trilha sonora no toca fitas do carro era ‘Na rua, na chuva, na fazenda’ de Kid Abelha e cantávamos alto e ríamos.

Ah, e como se esquecer de todas as vezes que minha família acampou na Lagoa Bonita, o fusquinha ia lotado de tudo o que se possa imaginar, rs. Até hoje eu sinto uma vontade enorme de acampar para reviver esse momento, mas só de pensar em tudo que precisa levar me desanima, confesso. De onde meus pais tiravam esse ânimo, gente, e ainda com duas crianças (na época, minha irmã mais nova não era nascida ainda)? Apesar de que, com toda nossa tecnologia, até isso deve ser mais fácil hoje em dia.

Depois fiquei adulta, comecei a viajar com meu marido e conheci um pouco do mundo. Ainda quero conhecer muito mais, que fique bem claro. Mas, quem diria, que iria brincar de Jovem explorador do mundo real? Aquela Akemí que passava horas em frente ao computador não poderia jamais imaginar. O que mais me encanta na vida de turista é a possibilidade de ampliar nossos horizontes, de ver como sabemos tão pouco, como somos tão pequenos e como há tanto a ser explorado: outros idiomas, outras culinárias, arquiteturas, culturas, outras formas de vida, de felicidade.

Para o dia do Turista, eu desejo que o mundo volte a ser um lugar possível, que nós possamos sentir de novo aquela emoção gostosa de entrar num avião rumo ao desconhecido e depois a de voltar para casa com uma bagagem tão grande que não cabe em nossas mochilas e malas porque não são coisas, são memórias que povoam a nossa mente e nos transformam em pessoas diferentes para sempre a cada viagem. O legal de ser turista é que cada lugar que conhecemos ganha um espacinho dentro de nós, mas também tenho a sensação de que deixamos um pouquinho de nós em cada lugar que conhecemos.

Feliz Dia do Turista, querido leitor!

Me encontre no Instagram @akemiduarte e no youtube.com/omundoelogoali