Extorsão Mediante Sequestro em Minas Gerais

Na madrugada do dia 12/08/2021, um pequeno empresário de São Paulo, 34 anos, que estava sequestrado há uma semana foi libertado pela Polícia Militar. Quatro homens foram presos. O resgate era um pedido de R$ 100 mil reais para a liberação do refém. Através de uma denúncia anônima a polícia chegou até o local e acabou com o sofrimento do homem aprisionado, o qual estava com uma ferida na perna, provavelmente originária de uma facada.

Há muitos anos Minas Gerais não conta em sua história o caso de um crime de Extorsão Mediante Sequestro, pelo menos no que a Polícia Civil o chama de ‘sequestro clássico. Há muitos anos Minas Gerais não conta em sua história o caso de um crime de Extorsão Mediante Sequestro, pelo menos no que a Polícia Civil o chama de ‘sequestro clássico’, como o acima relatado. Refém mantido em cativeiro por alguns dias, pedidos de resgate, dias e noites de terror para toda a família, negociação, pagamento da extorsão, e possivelmente a vítima possa ser libertada viva, caso contrário, se conhecer algum dos marginais que a mantiveram refém no cativeiro, será morta tão logo o dinheiro seja resgatado

Para que a família passe por estes momentos, que podem durar uma semana ou mais, sem saber o que fazer, a melhor solução é entregar esta ocorrência para quem já está acostumada a trabalhar neste tipo de crime. Polícia Civil através da Divisão Antissequestro no DEOEsp – Departamento Estadual de Operações Especiais. Estes policiais irão ajudar a família entender como este tipo de crime é processado e assim passar de uma forma um pouco mais tranquila por estes momentos difíceis. Além de ajudar a resolver este enorme problema.

Durante a década de 90 o Brasil passou por um aumento considerável deste tipo de crime, principalmente aqui no Sudeste do País nos estados de São Paulo, Rio de janeiro e Minas Gerais. Houve a necessidade de um aprimoramento neste tipo de investigação e nosso estado, através do DEOEsp saiu a frente. Com uma técnica de investigação já desenvolvida, esta equipe do DEOEsp conseguiu efetuar a prisão de uma quadrilha de policiais no Rio de Janeiro, sendo o primeiro abordado falando ao telefone público no Arco da Lapa com a família da refém e os demais na Baixada Fluminense, em Queimados onde a refém foi libertada. Isto era o normal em qualquer deste crime cometido em nossas fronteiras, com um final feliz a todos, Polícia Civil, família e sociedade.

Assim era comum este tipo de operação, ocorrendo aqui mesmo em MG ou fora do estado, como era natural a ida ao estado de São Paulo, sendo ali a maioria dos casos onde ficavam os cativeiros. Por causa da excelente técnica de investigação utilizada, ficou inviável o uso deste tipo de crime em MG, acabando por desestimular o seu cometimento, pois os autores ou eram mortos se houvesse uma reação armada ou em suas prisões no caso do rendimento. Sem pagamento de resgate e com a libertação do refém dentro do cativeiro.

As quadrilhas pararam de cometer crimes? Não. Migraram para o conhecido ‘Sapatinho’, que é o sequestro do gerente de um banco junto com a sua família. Esta fica como refém, enquanto o funcionário vai até o banco, abre o cofre, retira a quantia que conseguir e entrega aos marginais. Todos são liberados posteriormente. Também neste tipo de crime é possível de chegar aos autores antes que consigam colocar a mão no dinheiro.

Mas sempre existe necessidade de que o DEOEsp, através da Divisão Antissequestro seja avisada e assim resolver o mais rápido possível este tipo de delito. Sempre, sempre que tiver alguém da família sequestrado, nunca deixe de comunicar à Polícia Civil, pois a pressão é enorme e os parentes não terão a tranquilidade para resolver este impasse da melhor maneira possível.

@elsonmatosdacosta