Feminicídio no bairro Casa Branca

A Lei Maria da Penha, importante instrumento jurídico na defesa das mulheres, prevê cinco tipos de violência doméstica e familiar: Física, Psicológica, Moral, Sexual e Patrimonial. Muitas vezes essas agressões não são isoladas, havendo concomitantemente duas ou mais, o que acaba trazendo um enorme problema para a mulher. Esta fica sem saber como continuar a sua vida, pois a qualquer momento poderá vir a sofrer uma nova agressão e até a morrer.

Dentre os tipos de violência doméstica e familiar a física é a que causa um grande impacto na sociedade, já que, normalmente uma pessoa indefesa no recôndito do seu lar fica totalmente indefesa e assim pode ser: espancada, ter objetos atirados em sua direção, sacudida, apertados os braços, estrangulada, sufocada, lesões com objetos cortantes ou perfurantes, ferimentos causados por queimaduras ou armas de fogo e tortura. Isto sem contar nos outros tipos de agressões que podem ocorrer, conforme descrito no primeiro parágrafo.

Assim ocorreu no dia 21 de novembro passado no Bairro Casa Branca, na região Leste de BH, onde uma mulher sofreu o mais grave dos crimes elencados em nosso ordenamento jurídico que é a violência física com o evento morte. Naquela noite um homem bateu no portão e disse que queria ver umas peças de roupas para comprar. A jovem prontamente o atendeu e quando se aproximou do portão foi baleada no tórax, abdômen e cabeça. Socorrida pelo SAMU e uma vizinha enfermeira a vítima foi encaminhada ao Hospital Municipal Odilon Behrens, onde morreu.

De acordo com o testemunho do filho dela, de 15 anos, ela estava namorando um homem casado e estava grávida dele de 6 meses e que por este motivo eles discutiam sempre. O homem inclusive não ajudava em nada a mãe grávida e este pode ter sido o estopim da violência desproporcional. A investigação ainda está em curso, parecendo que alguém pode ter sido contratado para eliminar a jovem.

Para muitas pessoas, resolver um problema não é dialogar, negociar, conversar, preferem partir para a ignorância e chegar nesta situação, responder ao crime de feminicídio com a grande possibilidade de se passar um bom tempo de “férias” na cadeia. Será que vale a pena estragar a vida que lhe resta dentro de uma cela imunda e cercado pelos piores indivíduos da sociedade? Não deve ser nada auspicioso, mas não pensou, agora arque com as consequências.

@elsonmatosdacosta

Fonte: g1.globo.com.br

Imagem em destaque: redes sociais.