Giramundo faz 50 anos e lança vaquinha virtual para se manter

No ano em que completa 50 anos o Giramundo Teatro de Bonecos pede um presente: a sua colaboração. O grupo não tem apoio institucional, nem patrocínio. Teve as apresentações canceladas pela pandemia do coronavírus e as contas não saem do vermelho. É uma incógnita prever por quanto tempo a fundação sem fins lucrativos criada por Álvaro Apocalypse, a companheira Tereza Veloso – falecidos – e Maria do Carmo, a Madu, vai resistir.

Álvaro Apocalypse, um dos fundadores do grupo (foto Beatriz Apocalypse)

Localizado na rua Varginha, 235 no bairro Floresta, o Giramundo tem o maior acervo de bonecos da América Latina. O espaço também abriga uma escola, um estúdio de animação, biblioteca e cria produtos para venda como livros, vídeos e brinquedos. Mas, está tudo parado. “Nossos 25 colaboradores, todos autônomos, se viram como podem desde o início da pandemia. Alguns vendem máscaras contra o Covid-19, outros consertam roupas e tem gente vendendo marmita porque o Giramundo deixou de ser a fonte de renda deles”, conta a diretora Beatriz Veloso Apocalypse.

O grupo que já montou 36 espetáculos, que tem mais de 1.500 bonecos e uma trajetória de amor à cultura não sabe como vai terminar o ano. “Nossos bonecos estão empoeirados, a sede está cheia de goteiras e não temos como pagar as despesas mensais que giram em torno de R$6 mil”.

Beatriz conta com a sua ajuda  (foto Beatriz Apocalypse))

Uma das saídas encontradas foi a criação de uma vaquinha virtual. Os poucos mais de R$26 mil arrecadados para quitar as dívidas, ajudar os profissionais autônomos e manter a infraestrutura mínima acabaram. “Temos responsabilidades e compromisso social também. A arte é valorizada de outra forma no exterior. Aqui ela não é vista como um bom negócio. Precisamos urgentemente de apoio e patrocinadores”.

Quer ajudar? Entre na campanha SOS Giramundo e faça sua doação na vaquinha virtual. Acesse https://abacashi.com/p/sos-giramundo