História macabra: padrasto e mãe suspeitos de matar o filho?

A palavra ‘mãe’ é envolta em uma aura de santidade e por todos, seja quem for, respeitada em qualquer momento. De repente, este encantamento é quebrado quando assistimos estupefatos um casal formado pelo padrasto o vereador Jairo Souza Santos Júnior, o ‘Dr. Jairinho’ e a sua companheira Monique Medeiros. Ela, mãe do garoto de 04 anos, Henry Borel Medeiros no Rio de Janeiro. O casal, acusado de homicídio duplamente qualificado contra o menor.

No último dia 08 de março tomamos conhecimento de que Henry teria sido encontrado pelo casal de madrugada, passando mal em seu quarto sendo levado ao hospital onde veio a falecer logo depois. No entanto, a Polícia Civil do RJ, pelas câmeras do prédio, quando o casal levava o garoto para o hospital confirma que ele já estava morto.

 A primeira informação divulgada, conforme o casal, era de que o menino possivelmente teria caído da cama durante o sono, já que estaria bem quando foi dormir. O laudo do IML – Instituto Médico-Legal – confirmou algumas lesões graves pelo corpo, sendo que a causa da morte foi uma hemorragia interna e uma laceração no fígado, causada por um objeto contundente. Com os exames realizados, foi demonstrado que os ferimentos não tinham conexão com a história contada pela mãe e o padrasto. Os ferimentos não eram compatíveis com um tombo de uma cama.

Criou-se uma dúvida certeira na Polícia Civil que aquele fato nada tinha a ver com um acidente doméstico, onde então iniciou as investigações de um possível homicídio. O casal em nada ajudou na resolução do caso, descrevendo uma situação que nada guardava contato com a realidade. As lesões não eram compatíveis com um tombo de uma cama, onde foram constatadas lesões nos rins, cabeça e pulmões por um objeto contundente, em um total de 23 ferimentos.

A única testemunha que poderia esclarecer o caso, a funcionaria que ajudava na casa, a babá Tayná mentiu em seu primeiro depoimento, dizendo que o casal vivia em paz e que nunca teve nenhum problema entre ‘Jairinho’ e o menino. No entanto, diante do avanço das investigações ficou comprovado que realmente o padrasto batia e muito em Henry, conforme ficou constatado nas conversas pelo celular com a mãe, que mesmo diante destes fatos continuou agindo como se nada tivesse acontecendo. Os abusos eram reiterados

As provas apuradas pela Polícia Civil são robustas contra o padrasto e a mãe, tanto pelas agressões rotineiras como pela omissão em pelo menos confrontar o companheiro ou pelo menos tomar uma providência para que não tivesse este fim terrível que presenciamos.

O casal foi preso e irá responder por homicídio duplamente qualificado, tortura e impossibilidade de se de defender por parte da vítima. Não consigo entender como esta mãe poderá conviver com tudo que ajudou para que este fosse o fim do seu filho e na solidão de uma cela terá tempo para expiar o crime que praticou ao permitir que o companheiro agisse sem que tivesse a coragem de interferir. Muito triste.

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