Homens armados tomam mochila de adolescente no Caetano Furquim

Segunda-feira, 21/03, enquanto um adolescente de 14 anos, com autismo, esperava o transporte escolar junto a sua mãe no passeio de casa, no Bairro Caetano Furquim, zona leste de BH, dois homens se aproximaram e usando de violência levaram a mochila com os pertences da escola. A mãe, que estava próxima, desesperada ficou sem saber o que fazer enquanto o filho era agredido. Os dois bandidos foram até a mãe, mas ela acabou escondendo o celular e nada foi levado dela.

Eu diria, é revoltante assistir uma cena como esta contra a sua família e não poder fazer nada. O garoto que não entendia exatamente o que estava acontecendo, se recusou a entregar a mochila e foi agredido. Como se portar nestas situações, que se tornam quase que corriqueiras em cidades maiores como a nossa Belo Horizonte?

Com o aumento populacional, falta de emprego, jovens que param de estudar muito cedo, famílias desestruturadas, uso de drogas, dentre outros motivos contribuem muito para que a violência se torne uma praga em nossa sociedade.

Quando qualquer um de nós estiver nesta situação em que o adolescente autista passou, algumas “regras”, se é que existem no mundo do crime, mas por parte das vítimas devem ser observadas. O que ocorre quando em uma situação como esta em que a vítima venha a morrer nas mãos dos seus atacantes e em outros casos não? É a forma como a vítima se porta.

Quando você é surpreendido por alguém com uma arma na mão apontando para a sua cabeça, não tem como reagir, correr ou lutar contra o seu agressor. Você irá tomar um tiro. Então não reaja.

Respire fundo, tente ficar calmo, se possível, pois o desejo do seu atacante é levar o seu celular, carro, carteira e sumir o mais rápido possível. Ele também está nervoso porque pode aparecer de repente uma viatura policial ou um policial passar naquele momento. Ele quer se apossar do bem que tiver e fugir imediatamente. Como ele está nervoso, o dedo estará no gatilho e qualquer movimento da vítima mais brusco, fará com que ele acione este gatilho, dado a tensão do momento, mesmo que não seja a sua vontade.

Então, mostre as suas mãos e diga o que vai fazer: “Vou retirar a carteira do bolso de trás, tudo bem?” Se ele disser tudo bem, faça movimentos lentos para não assustá-lo. Não olhe para o rosto do seu agressor, mas se possível e tiver sangue frio para isto, observe alguns detalhes que possa descrever a polícia posteriormente.

Procure resolver o problema o mais rápido possível sem tentar colocar em risco a sua vida que é muito mais importante do que qualquer bem patrimonial. Facilite para que o roubo não se prolongue e assim o marginal não demore e fique nervoso, e que saia do local o mais rápido possível e lhe deixe incólume.

Neste caso ocorrido em BH com o jovem, ele não conseguia compreender o motivo pelo qual estavam lhe tomando a mochila e o agredindo, e sua mãe, apavorada nada podia fazer. São os dias atuais, infelizmente em que vivemos.

@elsonmatosdacosta

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Fontes:

g1.globo.com

otempo.com.br

Imagem em destaque: Redes Sociais.