Janeiro Branco; o mês para cuidarmos da nossa saúde mental

Em janeiro começamos um novo ano, um novo ciclo e por que não estarmos mais atentos à nossa saúde mental? Aproveite e saiba mais sobre a campanha Janeiro Branco com a Isabel Cristina Sodré da Cunha Rodrigues, psicóloga do RH do Grupo Santa Casa BH. Nossas emoções e sentimentos merecem ser tratados com ética, ciência e amor. Confira essa postagem. 

Isabel Cristina, psicóloga. Foto SCBH

Radar Leste BH – Quando a campanha Janeiro Branco teve início? Os objetivos são a conscientização e à prevenção em relação à saúde mental?

A campanha foi criada por um grupo de psicólogos em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, e começou em 2014.  O objetivo é refletir e discutir sobre os cuidados e ações com a saúde mental com ênfase no bem estar, na qualidade de vida como um estado de equilíbrio. Esta conscientização nos alerta a estarmos atentos aos aspectos de nossas vidas, ou seja, de não apenas ter e sim em ser, buscando uma qualidade de vida e equilíbrio emocional que nos leve a uma melhor qualidade de nossa saúde mental.

Radar Leste BH – Por que a cor branca foi escolhida?

A cor branca foi escolhida por ser uma junção de todas as cores, o que evidencia que a qualidade da saúde mental também necessita do equilíbrio e harmonia entre todas as áreas de nossas vidas.

Radar Leste BH – Ansiedade, transtorno bipolar, síndrome do pânico, esquizofrenia e dependência química estão entre as doenças mentais mais conhecidas?

Sim, mas hoje percebemos um alto índice de depressão e transtornos de ansiedade em nossa população. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) o Brasil é o país que mais registra transtornos de ansiedade e o segundo no ranking mundial de transtornos depressivos.

 Não deixe a saúde mental em segundo plano. Foto Pixabay

Radar Leste BH –  Esses transtornos possuem sintomas em comum? Como percebê-los em nós e em alguém do nosso convívio? O que devemos fazer?

Um transtorno mental é algo que sai da nossa “normalidade”. São mudanças de comportamentos que percebemos em nosso comportamento ou em pessoas próximas.  Exemplo: uma pessoa super comunicativa começa a ficar mais quieta; não ter contato com o outro pode ser sinal que algo não está bem.

Alguns sintomas mais frequentes que devemos estar atentos:

– tristeza por períodos prolongados;

– apatia;

– irritabilidade constante;

– ansiedade constante;

– distúrbio no sono: excesso de sono ou dificuldade para dormir;

– dificuldade de concentração;

 – isolamento social;

-instabilidade de humor;

– compulsões ou uso de algo ou drogas;

Ao verificarmos alguns destes sintomas em pessoas próximas, devemos ser empáticos, apoiar o outro e não ter julgamentos, comparações e cobranças. Ofereça simplesmente a escuta ao outro, para que ele sinta confiança em você. Oriente a pessoa a procurar uma ajuda de profissional especializado e caso necessário o acompanhe.

Na próxima quinta-feira você confere o restante dessa entrevista. Não perca!