Mãe denuncia: não conseguiu vacinar o filho em posto da Leste

A microempresária Michelle Mariana Ribeiro, moradora do Nova Vista, respira aliviada agora. Dias atrás, ela e o filho Lucas, de apenas 8 anos, passaram momentos de aflição e desamparo. Os dois estavam em uma zona rural, no interior do Estado, foram arranhados pelo filhote de gato da família. A situação não geraria preocupação, se antes disso Mariana, não tivesse tirado um morcego da boca do felino.

No último dia 15 de outubro, um dia depois de sofrerem os arranhões, eles voltaram para Belo Horizonte, procuraram a veterinária que, depois de examinar o animalzinho, orientou Michelle e Lucas a tomarem a vacina antirrábica. Momentos depois mãe e filho já estavam no Centro de Saúde São José Operário, no Nova Vista. De acordo com Michelle, um funcionário da unidade saúde teria dito que só ela seria imunizada. “Informação confirmada pela médica que nos atendeu, alegou que o arranhão na criança não teria tingido a polpa digital e que eu deveria apenas observar o menino”, relata Michelle.

Inconformada com atendimento e preocupada com a criança, Michelle voltou a fazer contato com a veterinária que sugeriu procurar o Centro de Toxicologia do Hospital de Pronto Socorro João XXIII. Lá no HPS, para a surpresa da microempresária, ela foi informada que faz parte do protocolo do Ministério da Saúde vacinar qualquer caso suspeito de raiva. Mãe e filho foram consultados novamente, receberam notificação, relatório e receita para se vacinarem. Michelle e Lucas já tomaram as duas doses no Centro de Saúde Paraíso.

Autorização da Fhemig. Foto: Michelle Mariana

A microempresária está inconformada com o atendimento recebido no Centro de Saúde São José Operário e com o risco que o filho correu. Questionada pelo Radar Leste BH sobre a conduta adotada no centro de saúde, a Prefeitura de BH não esclareceu o ocorrido, mas confirmou que os dos dois estão sendo acompanhado pelas equipes de saúde do município e confirmou que foram vacinados.

Casos de raiva humana no Brasil

A é uma doença com potencial de 100% de letalidade, uma vez, que os sintomas se manifestem. A transmissão ocorre por meio de contato com saliva de mamíferos infectados, sendo gatos, cachorros e morcegos os mais frequentemente associados.

A vacinação de animais domésticos tem mudado a epidemiologia da transmissão, determinando uma maior participação de animais silvestres nos casos notificados. A Secretaria de Vigilância em Saúde , ligada ao Ministério da Saúde, confirmou 39 casos da doença entre 2010 e este ano.

Confira os cuidados que você deve tomar?

Fonte: Ministério da Saúde 

Imagem em destaque: Google Maps.