Messi renasce no Maracanã, o palco dos craques e das emoções

Um sorriso, com a grandeza de um dos maiores jogadores de todos os tempos, iluminou a noite carioca no dia 10 de julho. A data poderá ser comemorada como um segundo aniversário do craque Lionel Messi. Mesmo após um caminhão de conquistas pelo Barcelona, único clube que o jogador defendeu nos seus 18 anos como profissional, o jogador celebrou a sua primeira conquista de torneio oficial pela seleção argentina. Antes, Messi já tinha conquistado a medalha de ouro nas Olimpíadas de Pequim, em 2008.

A alegria, a celebração, a leveza, a festa foram algumas características observadas pelas câmeras de todo o mundo que acompanharam o jogador. Messi sempre foi muito questionado pela crítica argentina e alguns torcedores porque não havia conquistado um título pela seleção. As comparações com Maradona, que ganhou uma Copa do Mundo, em 1986, como o protagonista de uma geração mediana da seleção argentina, são comuns. Mas Messi, como atleta, é um exemplo de dedicação e empenho que, mesmo diante da genialidade de Maradona nunca foi capaz de dedicar à seleção.

E o Maracanã é um palco de duas emoções para o craque. No dia 13 de julho de 2014, foi eleito o melhor jogador da Copa do Mundo jogada no Brasil, recebeu o troféu sem entender o que acontecia porque acabara de ser derrotado na final, contra a Alemanha. Sete anos depois, recebeu os troféus de melhor jogador, artilheiro e ainda ergueu o troféu da seleção como capitão. Se havia uma situação que poderia lavar a alma do atleta e encher o peito de orgulho, o dia 10 de julho de 2021 deu a Messi a chance de nascer de novo para futebol, para a seleção, como herói, craque e inspiração para milhões de apaixonados pelo esporte, não importando a nacionalidade.

Messi é de uma geração de jogadores que se dedica muito como atleta. Tem uma vida discreta, faz do futebol uma dedicação absurda, dentro de fora de campo. Mas a falta da taça pela seleção fazia uma falta enorme falta na vida e na carreira. Incomodava demais. Como jogador da seleção profissional ele tem números impressionantes com 151 jogos em 17 anos, 76 gols, 4 Copas do Mundo e deve ir para a quinta no Catar, em 2022, com 35 anos e ainda o grande comandante da Argentina.

Para os companheiros de seleção, Messi é uma inspiração e um ídolo que vai criar uma onda de confiança enorme por mais conquistas. Jovens como Lautaro Martinez e  GiovaniLo Celso ficam muito mais à vontade ao lado do craque. Impressiona também a forma como jogadores experientes como Di Maria, Rodrigo de Paul e Otamendi reverenciam o camisa 10 da Argentina. Ainda há muito chão pela frente para que a seleção possa se candidatar ao posto de uma das favoritas à Copa do Catar, mas é fato que um título conquista, no Maracanã, contra o Brasil, é um passo gigante para dar a estabilidade e confiança que os torcedores esperam.

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