Não devemos tolerar nenhum tipo de violência contra as crianças

Um fato tomou conta dos noticiários nos deixando aterrorizados com relação às agressões sofridas a um garoto, o Caso Henry Borel, de quatro anos, no Rio de Janeiro. A proteção das crianças e adolescentes contra a violência deveria começar dentro de nossos lares, mas nem sempre é o que acontece como este fato nos mostrou.

Qualquer tipo de acidente ou violência pode causar um trauma na criança. Um acidente de carro, escorregar no piso molhado e bater a cabeça e ao contrário, quando um adulto, normalmente responsável pela guarda do menor provoca as agressões. Tudo isso, com certeza pode ter efeitos duradouros e ser levado para o resto da vida, o que pode interferir e muito no crescimento intelectual e principalmente emocional, transformando o menor em um ser humano desajustado em relação à sociedade.

Em 1980 os direitos fundamentais das crianças e adolescentes foram reconhecidos através da Lei nº 8.069  (Lei do Estatuto da Criança e do Adolescentes – ECA). É obrigação do Estado resguardar os futuros profissionais e gestores do país, e isto começa desde a gestação. A lei acima mencionada se volta contra  agressões externas e também contra medidas pertinentes para dentro do lar.

A violência pode ser cometida através do infanticídio, abandono, abuso pelos pais, castigos físicos muito utilizados para tentar educar os filhos e hoje o conhecido ‘bullying’. O que temos percebido atualmente é o crescimento da violência da chamada violência doméstica que acontece dentro de casa pelas pessoas, ‘ou monstros’, que deveriam proteger as crianças.

Nesses casos, a não ser que as autoridades tenham alguma informação interna, fica difícil este crime ser descoberto já que aqueles que tomam conhecimento se calam, normalmente com medo do agressor. Esse tipo de violência doméstica pode ser consubstanciada em física, sexual, psicológica, negligência até o filicídio (ato de matar o próprio filho).

Em momento nenhum a violência é a melhor maneira de resolver qualquer tipo de problema, principalmente dentro de casa. O ideal é através de um bom diálogo direcionar a criança para uma solução aceitável e amigável sem lhe causar nenhum trauma que pode levar para a idade adulta.

Fonte: Manual de Atendimento às Crianças e Adolescentes Vítimas de Violência 

@elsonmatosdacosta