No Dia Nacional da Liberdade de Imprensa, as palavras de um mestre

Hoje é o Dia Nacional da Liberdade de Imprensa. A data nos lembra o quanto o acesso à informação é importante para promover a reflexão, o conhecimento e o fortalecimento da democracia. E ninguém melhor do que o colega de trabalho e mestre, o jornalista Eduardo Costa, para nos contar um pouco da trajetória profissional dele.

Eduardo descobriu a vocação bem cedo. Foto: Acervo Pessoal

” Quando criança, na roça, fazia companhia para minha mãe no “rabo’ do fogão a lenha enquanto ela esperava a chegada do meu pai. Caminhoneiro. Não chegava tão tarde assim, por volta das 8 da noite, mas, num lugar em que não havia iluminação pública, era escuridão e barulho dos bichos – lá fora. O rádio sempre ligado, Caxangá, Bentinho do Sertão… Me apaixonei pela comunicação. No início da vida adulta, na hora de escolher a profissão, não tive dúvidas.

No exercício da reportagem percebi o quanto poderíamos ser úteis num País que queria e precisava reaprender os caminhos democráticos. Quanto mais informadas, melhor as pessoas decidem, escolhem, se defendem, ajudam na mudança.

A vida não são flores, portanto, às vezes fico triste por perceber certa preferência pelas notícias ruins. Quanto a mim, vibro quando, através do trabalho, consigo algo para as pessoas, o município, o Estado, como recentemente, pressionando a Assembleia Legislativa para votar o acordo do governo de Minas com a Vale, ouvi o presidente da casa anunciar o início da tramitação. Sinto-me feliz, agradecido a Deus pelos caminhos nos quais me guiou.

Vamos em frente, sabendo que a estrada é longa, cheia de buracos, obstáculos e estamos só no começo. Brigando pelo direito de informar com isenção, segurança e só comprometidos com o interesse público. Viva a Liberdade de Imprensa”.

Clique aqui e saiba com surgiu o Dia Nacional da Liberdade de Imprensa.

No site da Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas) você se informa sobre os desafios da profissão.