Novas experiências com a retomada das atividades esportivas

Chegamos ao segundo semestre de 2020 com um ano esportivo cheio de dúvidas e poucas conquistas ou derrotas em campos, quadras e pistas. Nem a Olimpíada de Tóquio a gente está podendo curtir. Alguém imaginava adiarmos uma olimpíada? Duvido que o mais engenhoso dos roteiristas de cinema do planeta, até o mais ficcional, teria feito um capítulo tão sombrio para calendário esportivo. Muitos ainda dirão, ah… não é só o Esporte que sofre com as mudanças provocadas pela pandemia do Covid-19. Claro que não! Mas esse espaço é dedicado ao Esporte e às repercussões que esta ferramenta de socialização/indústria do entretenimento provoca em cada um de nós.

E quando falo em cada um de nós, falo de quem está bem próximo. Basta olhar para o lado, para dentro de casa e ver como esta ruptura do Esporte mexeu com todos nós. Adiamos gritos de gols, celebrações, tristezas por derrotas, zoações com os amigos, emoções com imagens espetaculares e a principalmente a convivência. Vivemos este período alimentados de saudades. Lembranças.

Mas precisamos conviver. Viver novas experiências. Voltar a festejar as vitórias e aprender com as derrotas. Compartilhar opiniões. Debater. E é neste ponto que a cada um de nós pode contribuir. Não concordo quando alguns dizem que o Esporte pode esperar. Assim como não concordo com a máxima que a indústria da arte pode esperar. É necessário que todos os setores estejam em foco quando discutimos o novo normal. Nada é irrelevante. Pode não ser prioritário, mas não ser taxado de irrelevante.

                Chamo atenção para as ações que estamos acompanhando para a retomada das atividades esportivas profissionais. Muita coisa tem sido exemplar, outras nem tanto, mas o Esporte tem mostrado que é uma indústria que cada vez mais representa um recorte da nossa sociedade. E como bom exemplo, destaco a resiliência de clubes, atletas e federações em buscar alternativas para se adaptarem. Não julguem apenas os resultados do que estamos testemunhando neste retorno das competições. Há muitos acertos. Erros também. Mas fico orgulhoso de ver como estamos buscando, incansavelmente, alternativas. Soluções. Daqui a alguns anos, quando olharmos para 2020, poderemos afirmar que aprendemos muito com a da reinvenção do Esporte profissional.

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