Novo Cangaço se dá mal em Varginha, no Sul de Minas

Uma quadrilha formada no estilo Novo Cangaço procurou esconderijo em dois sítios nos arredores da cidade de Varginha, Sul de Minas Gerais. Estavam nos últimos preparativos para o ataque a algum estabelecimento bancário na cidade, quando de repente, na madrugada de domingo, 31/10, foram surpreendidos pelas polícias, Rodoviária Federal e Polícia Militar.

Intenso tiroteio se seguiu, quando, conforme relato de policiais, tiveram que abater os vigias que estavam montando guarda do lado de fora das casas. A partir dai um intenso confronto armado se seguiu onde os demais marginais acordaram e fizeram uso de seus armamentos que estavam guardados para o uso quando estivessem na cidade. Em maior numero de pessoas e com um excelente treinamento, desenvolvido ao longo dos anos, as equipes de elite no local não tiveram outra alternativa senão em abrir fogo incessante contra os seus oponentes.

Depois de alguns minutos que parecem uma eternidade, os policiais percebem que os integrantes da facção criminosa já não ofereciam resistência e assim conseguem entrar nas casas com todos os cuidados possíveis. É o que se chama no jargão policial de Tomada de Imóvel, operação esta revestida de muito treinamento e seus devidos cuidados, já que a qualquer momento alguém poderá estar à espreita e abrir fogo em quem estiver se movimentando dentro da residência para prendê-lo. Momento muito tenso.

Os policiais tiveram um grande sucesso no serviço efetuado, sendo que os marginais estavam divididos em dois sítios e foram encurralados no mesmo momento, impossibilitando que um avisasse ao outro para que empreendessem fuga. Ao final, um êxito para as forças policiais e principalmente para a sociedade local, mineira e ao país todo, retirando de circulação pessoas de índoles más, e estas não titubeiam em matar quem quer quase seja que se interponham em seus caminhos.

Final da operação, 26 mortos, apreensão de 09 veículos roubados, muita munição, fuzis de calibre 7.62 e 5.56, calibre 12, pistolas, fuzil calibre .50 (com alto poder de destruição), explosivos, gasolina, “miguelitos”(pregos retorcidos e entrelaçados jogados nas ruas usados na fuga por bandidos para furar pneus das viaturas policiais), Coletes Balísticos, uniformes pretos. Estas armas podem ter sido alugadas de outra quadrilha ou compradas através de contrabando para o uso nesta modalidade de crime.

Dentre os veículos apreendidos algumas camionetas que são utilizadas para o transporte de atiradores ou após o crime os reféns são colocados na carroceria e teto/capô do veículo impossibilitando qualquer reação da polícia para que o refém não seja atingido. E assim desaparecem no mundo após explodirem os bancos, retirando todo o dinheiro encontrado, deixando alguns explosivos pelo meio do caminho que podem ser acionados caso haja alguma perseguição ou mesmo algum desavisado passando perto de um destes artefatos.

Desta vez o resultado foi extremamente ruim para os marginais, não lograram êxito no crime que iram cometer, foram obstados antes da ação, o que, provavelmente pode ter salvado a vida de algumas pessoas inocentes que seriam copiadas para servirem de reféns e virem a óbito.

Toda operação policial em que tenha algum óbito, seja de que lado for, passará pelo escrutínio de uma investigação policial e nesta pelo elevado numero de mortes, também da Assembleia Legislativa, Ministério Público, Corregedoria dos dois órgãos policiais, no sentido de verificar as causas de como ela ocorreu, se os policiais agiram corretamente dentro da lei, ou se algum policial foi atingido e por quem.

Mas, com certeza ficamos livres destes marginais que rodavam o país cometendo o crime, conhecido como o Novo Cangaço, impondo um clima de terror a toda sociedade.

@elsonmatosdacosta

Imagem em destaque: Polícia Civil MG.