O prazer das manhãs velozes dos domingos com a Fórmula 1

Dia 28 de marcou 2021. Foi um domingão de contrastes esportivos, sem o futebol estadual, mas com o reencontro e encantamento da Fórmula 1. Com a maioria dos campeonatos estudais paralisados por causa da pandemia, acordei no domingo com o prazer ainda mais intenso, como apaixonado pelo esporte, desejoso de ver o primeiro GP do ano de Fórmula 1. Ainda mais com o tempero de ver a transmissão da corrida em um novo/velho canal de relacionamento com o fã do esporte, a TV Bandeirantes. E haja nostalgia.

Nos anos 80 do século passado – frase que me assusta muito quando escrevo e releio – os fãs do esporte acordavam para curtir um dia dedicado a acompanhar eventos e histórias no Show do Esporte, o encadeamento de produtos esportivos que foi determinante na paixão do brasileiro pelas transmissões na TV. Campeonato Italiano, Gol o grande momento do futebol, vôlei, sinuca com Rui Chapéu, box com Maguila, a geração de prata do vôlei. Seleção brasileira de Masters e tantas outras atrações que recheavam os nossos domingos esportivos.

Depois de 40 anos, esse domingão despertou a nova/velha paixão, a Fórmula 1, integral, com pré-corrida, análises, uma prova que há muito tempo não nos proporcionava pegas e ultrapassagens emocionantes, e o pódio, neste caso sem muitas surpresas com o hino nacional da Alemanha, em homenagem à Mercedes, equipe número um na categoria, e o ”God Save the Queen”, em respeito ao maior piloto da categoria, o inglês Louis Hamilton, que ganhou mais uma.

A Fórmula 1 ainda é uma das modalidades esportivas mais encantadoras e com atratividade que não passa necessariamente pela patriotada de ter um brasileiro no grid. Se tivéssemos seria legal, mas isso não é determinante pela paixão que temos pela competição. Há ingredientes suficientemente ricos para que o fã fique diante das telas, tv, computador e celular, interagindo e reagindo a cada milésimo de segundo decisivo na corrida.

A categoria e a indústria do entretenimento têm se reinventado a cada ano. Temos pilotos jovens, ídolos tradicionais, dirigentes passionais, marcas que despertam os desejos de consumo e um show de imagens. Há ingredientes de alta qualidade para manter um fã tradicional como eu diante das telas e novos fãs que enxergam na F1 um ambiente de quase reality show, ainda mais enriquecido depois que a Netflix passou a exibir o documentário “Drive to Survive”, que reconta as temporadas da categoria.

Temos muito que aprender com a F1. São 61 anos de história que desfila pelo planeta o sonho dos heróis, das supermáquinas, dos super-homens. Uma indústria que movimenta bilhões de dólares em direitos de transmissão, patrocinadores, equipes, fábricas, marcas, salários de pilotos e dirigentes e inovação tecnológica. A temporada de 2021 ainda está começando, mas é fato que temos uma nova janela para curtir a competição. A Band nos devolveu, fãs do esporte, a integralidade da transmissão e a possibilidade de ir além da largada e chegada. Afinal, uma competição com tantos ingredientes, não se resume às duas horas de corrida. Que bom que podemos reencontrar este ambiente ao lado de nomes com a credibilidade de Reginaldo Leme, Sérgio Maurício, Felipe Giaffone e Mariana Becker. Obrigado TV Bandeirantes.

Twitter @armandoBH69