O que te incomoda no no outro pode pertencer a você

Todos nós temos nossas experiências e vivências individuais que podem ter sido boas ou sofridas. Todas são muito importantes para o nosso amadurecimento emocional e espiritual. O não julgamento de um comportamento precisa ser aprendido e praticado no dia a dia. Não sabemos o que acontece ou aconteceu na vida de alguém para que essa pessoa tenha atitudes diferentes das nossas ou que nos atinge e nos machuca.

O comportamento do outro pode ser um mecanismo de defesa que a pessoa usa para se proteger das coisas que são difíceis para ela lidar porque ainda não foram trabalhadas em si mesmas e portanto não dão conta  nem de pensar sobre o que a faz agir dessa forma. Será que nós também muitas vezes não agimos e temos atitudes parecidas? Comece a se observar. Quando você viver uma situação que não te deixa bem perante a atitude do outro ou quando alguém te fala sobre algum comportamento seu. Será que você não esta vendo no outro o que na verdade pertence a você, a uma dificuldade que é sua? Na verdade vemos no outro o que é nosso.

A vida parece uma roda onde as gerações vão passando valores, cultura, conhecimentos, comportamentos, dentro do momento em que está sendo vivido. Vamos repetindo esses ‘comandos’ registrados em nosso inconsciente sem sequer perceber de onde vem e nem mesmo questionamos nossos pensamentos, sentimentos, comportamentos e atitudes.

Muitas vezes ‘honramos nossos antepassados sem sequer ter consciência do que estamos fazendo com nossas vidas. Preste atenção para não honrar os antepassados repetindo comportamentos que foram de alguma forma destrutivos para eles mesmos, trazendo tristezas e desapontamentos  para os que estavam em volta deles, inclusive você. Observa seus próprios comportamentos e perceba se você não está repetindo esses ‘comandos inter-geracionais’, perpetuando e dando sequência a situações e comportamentos que trazem retornos não favoráveis a você e aos que fazem parte da sua vida. Busque o autoconhecimento.

“Sempre que você estiver prestes a encontrar um defeito em alguém, pergunte-se o seguinte: “Qual é o meu defeito que mais se assemelha ao que estou prestes a criticar?”. Marco Aurélio.

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