O som do amor: projeto dá um ritmo novo à vida de crianças e adolescentes

Que som pode ter um trabalho voluntário, focado na solidariedade e na esperança por um futuro melhor? Possivelmente deve ter o tom que sai do agogô, do tarol, do pandeiro, tamborim, de baquetas ou do xique xique. Toda essa salada saborosa e musical é oferecida todas as terças-feiras, entre 20h e 21h na casa do líder comunitário Glaysson Barbosa, para crianças e adolescentes do bairro Paraíso.

O projeto Parakondhê conta com 18 alunos. A oficina de musicalização segue todos os padrões de combate ao coronavírus e é ministrada pelo Wellerson Coelho, conhecido como Guda Coelho. Músico profissional, Guda já tocou com vários nomes da música, como Beto Guedes. E foi com recursos do auxílio emergencial da lei federal Aldir Blanc que ele conseguiu recursos para oferecer as aulas, que são gratuitas.

Nos três encontros que já aconteceram os alunos aprenderam sobre consciência rítmica, pulsação e conheceram a importância musical dos ancestrais da comunidade, marcadamente presentes nas festas de congado e nos terreiros de candomblé do Paraíso. “Eu nasci aqui e me lembro muito do som dos terreiros e dos congadeiros. Esses meninos estão tendo a oportunidade de conhecer nossas raízes culturais através da música”, destaca Guda.

A oficina une ritmo e amor à música. Foto: Glaysson Barbosa

E o Glaysson promete: assim que a pandemia passar os meninos do Parakondhê vão se apresentar na praça do bairro e em vários outros lugares. “Mesmo que não se tornem músicos no futuro, espero que sejam grandes pessoas, que valorizem nossas raízes e nossa cultura que é tão rica”, destaca.