O velho e frequente e golpe do falso sequestro ainda faz vítimas

Tornou-se freqüente o chamado golpe do “Falso Sequestro”. O seu telefone celular ou fixo toca e uma voz chorosa do outro lado da linha diz: “Mãe fui sequestrada, me salve, pelo amor de Deus”. Você entra em desespero e diz: “Maria minha filha, o que está acontecendo”? Eles precisavam do nome de sua filha e você deu. A partir desse momento entra em cena o “sequestrador” (fajuto) que lhe pede uma quantia em dinheiro e não deixa que você desligue o telefone.

O “sequestrador” ordena que você vá até o banco e lá transfira certa quantia em dinheiro, normalmente pouca coisa que é possível sacar utilizando o que tem na conta, bem como o limite da mesma. A conta que recebe o dinheiro foi aberta com documentos falsificados e será quase impossível o levantamento da identidade de seu correntista.

Nestes casos é preciso ter paciência ao receber uma ligação, normalmente a cobrar. Pense se realmente isso é verdade. Para onde sua filha (o) foi. Peça para outra pessoa ligar para ela (e) enquanto continua falando ao telefone com o “sequestrador”. Se a sua filha atender ao telefone em que outra pessoa da família ligou você verá que realmente é tudo uma enganação.

É preciso ter sangue-frio para estas ocasiões. Os golpes dão certo porque as vítimas confiam demais na ação dos bandidos e acreditam piamente que a outra pessoa que falou com você inicialmente com a voz chorosa era realmente um ente querido.

 Enquanto está ao telefone peça alguém para avisar a polícia já que ela poderá auxiliá-la neste momento extremamente difícil. Se for verdade eles poderão prender o sequestrador e se for mentira irá tranquilizá-la e se possível identificar o autor do telefonema.

Não tome a iniciativa de pagar um “resgate” ao primeiro telefonema que receber já que não é assim que funciona um sequestro. As negociações demoram dias até que se chegue a um valor combinado entre sequestrador e família da vítima. Em 2010, até o Vice-Presidente da República, José Alencar, foi vítima de uma tentativa do golpe.