‘Passaporte da vacina’: medida polêmica, que ganha adeptos mundo afora

Essa semana o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, anunciou que a cidade vai começar a exigir um “passaporte da vacina’’ para liberar a entrada das pessoas em eventos, restaurantes e até shoppings.

Esse documento será emitido por um aplicativo e a ideia é que esses estabelecimentos só liberem a entrada de pessoas vacinadas contra a Covid. Caso contrário, o local poderá ser multado. A prefeitura pretende disponibilizar um sistema com QR Code para que os comerciantes façam a checagem.

 Na cidade, bares, restaurantes, academias e cinemas não têm mais restrição de horário ou quantidade de público para funcionar. Os shows estão permitidos apenas com público sentado e eventos esportivos com público continuam proibidos.

 A medida divide opiniões, mas se demonstra ser uma tendência mundo afora.

 Nova York também já informou que vai adotar um “passaporte sanitário” a partir do dia 13 de setembro para acesso a locais fechados. As empresas vão ser responsáveis por avisar da necessidade da vacinação. Quem descumprir, vai pagar multa. As pessoas podem comprovar a imunização com o cartão de vacina ou por um app no celular. Um grupo de restaurantes entrou na justiça contra a medida.

França e Itália já saíram na frente. Desde começo de Agosto as pessoas já precisam comprovar que se vacinaram para entrar em restaurantes, bares, aviões e trens, museus, salas de cinema e piscinas. A população tem a opção de mostrar um teste de covid com resultado negativo.

Na Itália, o documento foi batizado de “Green Pass” (passe verde em inglês) e também será obrigatório para professores e alunos a partir de 1º de setembro.

Em Israel, que foi destaque pela agilidade na vacinação no cenário mundial, o passaporte começou a ser obrigatório no final de julho.

Na China, o processo é um pouco diferente. Desde o ano passado, a população tem acesso a um sistema que classifica as pessoas em cores. Quem está no verde pode circular livremente, já o amarelo significa que a pessoa deve ficar em casa. A própria população coloca as informações no sistema (se sentiu sintoma, se teve contato com algum infectado ou se testou positivo), mas o governo também abastece o programa com dados do sistema de saúde do país.

Na hora de entrar nos estabelecimentos, muitos exigem essa informação.

Para nós turistas isso não é uma grande novidade. Nós já levávamos na bagagem o comprovante internacional da vacina contra a Febre Amarela, exigida como requisito para entrar em muitos países. Certamente o “passaporte” da vacina contra a Covid será o companheiro dele por um longo tempo. Quem sabe a Anvisa até unifique os dois documentos?

Imagem em Destaque: Gazeta do Povo.