Por que a Polícia de Goiás pediu a coleta do DNA do matador Lázaro?

A história de Lázaro Barbosa, caçado por vários dias entre centenas de policiais no interior de Goiás ainda não acabou, mesmo após a sua morte. Continua rendendo reportagens, e uma delas diz respeito às provas que a polícia científica coletou do bandido, o DNA quando de sua morte e necropsia, ocorrido em junho passado.
Como existe a suspeita do envolvimento de Lázaro na prática de inúmeros crimes, a coleta de DNA servirá para, possivelmente, desvendar outros delitos por ele praticados. Essas provas são enviadas a Justiça. Se o Promotor entender que são suficientes, pode abrir denúncia. O Juiz, de posse das informações, principalmente as oriundas de conhecimentos científicos, como é o DNA, tem a condição de dar a sua sentença, baseado em provas robustas.
Quando tratamos de crimes, a procura é por provas onde se poderá comprovar a verdade do que realmente aconteceu, onde existe uma construção do fato ocorrido, seguindo os passos que foram dados pelo autor do delito e assim buscando a verdade de quem, por que e como cometeu aquele fato. Chegando ao final de uma investigação e conseguindo dar um sentido racional e veracidade de como ocorreu o crime e quem o cometeu, a decisão da sentença será exibida sem que haja possibilidade de ficar dúvidas sobre quem cometeu o crime.
O DNA colhido é uma das provas periciais aceitas e muito bem embasadas pela ciência, onde é retirado o material do núcleo de uma célula colhido no local do crime, como sangue, sêmen, fio de cabelo, unhas e outros. Com estas informações é possível chegar de forma segura a quem tenha deixado estes vestígios no local do crime.
Além da coleta do DNA, outros meios de provas ajudam também nas investigações, formando um arcabouço muito sólido de dirigir a acusação a determinada pessoa, mesmo que ela venha a negar, ou que não se tenha a coleta do material no local do crime. Utilizam-se a prova pessoal, confissão, apresentação de um documento, testemunha, perícia, etc. Com todos estes elementos é possível individualizar quem pratica os crimes, sendo o DNA, mais um meio de prova.
Em caso recente e do conhecimento de todos, o rompimento da barragem da VALE em Brumadinho, matou muitas pessoas que foram soterradas pela lama. Corpos e fragmentos das vítimas da tragédia só foram reconhecidos graças ao exame de DNA realizado IML da capital. Só assim os parentes puderam sepultar seus entes queridos.
A tecnologia tem ajudado em muito o trabalho da Polícia Civil em suas investigações e facilitando o trabalho do Ministério Público e do Poder Judiciário para terem a certeza de que injustiças não sejam cometidas, no indiciamento pela polícia, a denúncia do Promotor e a sentença do Juiz de Direito.
@elsonmatosdacosta