Restaurante da Leste oferece ajuda para defender mulheres da violência

Agora é Lei. Casas noturnas, bares e restaurantes de BH terão que adotar medidas para ajudar mulheres que se sentirem em situação de ameaça dentro dos estabelecimentos. Essas medidas incluem chamar um carro de aplicativo, ligar para um parente ou conhecido ou até acionar a PM. A Prefeitura de Belo Horizonte publicou a lei este mês, mas já tem comerciante na Leste preocupado com a segurança das mulheres muito antes das medidas se tornarem uma obrigação.

O dono deste restaurante se antecipou à Lei. Foto divulgação

Para o dono de um restaurante no bairro Horto, a Lei não é novidade. Há pelo menos cinco anos o comerciante Adelcio de Castro mantém a rotina de proteção e atenção às mulheres. Em situações de briga o gerente e os garçons são orientados a conversar com o casal e o segurança tem autorização para acompanhar a mulher até o carro.

Este cartaz ajuda as vítimas a pedir socorro

Um cartaz foi colado no espelho do banheiro feminino. Caso a vítima esteja em risco é só pedir o drinque ‘La Penha’, uma referência à lei Maria da Penha. A bebida é uma espécie de senha para que os funcionários auxiliem a mulher ou até mesmo chamem a Polícia. “Mas, o nosso cuidado é com todos que se sintam ameaçados ou fragilizados. É com o idoso, com a criança …com qualquer um em situação de violência”, destaca Adelcio.

Sobre a Lei

 A lei foi publicada no Diário Oficial do Município e a prefeitura tem até 90 dias para providenciar a regulamentação e definir como os estabelecimentos serão fiscalizados. O presidente da Associação de Bares e Restaurantes de Minas Gerais, Matheus Daniel, entende a necessidade de medidas educativas e de proteção, mas teme que a nova lei traga mais gastos para os empresários, principalmente com treinamento de funcionários.