Som alto, gritaria e tiroteio tiram o sossego de moradores do Santa Inês

Som alto, gritaria, uso de drogas, brigas e até tiroteio. Essa é a triste e perigosa rotina de quem vive próximo a um bar na Avenida Contagem, no bairro Santa Inês. Um tiro que partiu do local atingiu a janela de um vizinho, no momento em que ele preparava um lanche na cozinha. A Polícia Militar foi chamada, mas ninguém foi preso.

A janela do morador com a marca do tiro.

Segundo um denunciante que não quis se identificar, os militares sempre vão ao bar quando são acionados, mas assim que deixam o local, recomeça a confusão. O estabelecimento funciona há pelo menos três anos e muitos frequentadores são de outros bairros. “E a desordem só termina de manhã, com garrafas e pinos de drogas espalhados pelas ruas e passeios”, conta o morador.

Noite em claro e sujeira quando o dia amanhece

As festas aconteceram durante toda a pandemia. O bar chegou a ser interditado pela Prefeitura de Belo Horizonte, mas voltou a funcionar. Os moradores estão desesperados e pedem ajuda das autoridades. Confira o flagrante de uma briga ocorrida recentemente.

Paulo Cézar Santos, o PC, presidente da União Pró-Melhoramentos de Santa Inês (UPMSI) e da Associação de Moradores do Bairro Santa Inês, tomou conhecimento do assunto. Ele pretende fazer contato com os moradores atingidos e acionar os órgãos competentes.

Nota da Polícia Militar

O 16 Batalhão da Polícia Militar informa que realiza patrulhamento diuturnamente na área e que, no último dia 31 de julho, militares foram acionados ao bar denunciado. Foram adotaram todas as medidas cabíveis, inclusive, realizando o registro da ocorrência. Posteriormente, houve nova chamada de perturbação de sossego no mesmo local e os policiais retornaram para adotar as mesmas medidas. Ressalta-se que a Polícia Militar realizou operações na noite seguinte ao fato para coibir festas e eventos clandestinos em todo.

É importante que a comunidade fique ciente de que em situação de emergência a Polícia Militar pode ser acionada através do telefone 190. Para demais situações, o cidadão pode auxiliar através do disque-denúncia 181 (ligação anônima, onde o sigilo é absoluto), ou ainda, tem a opção de registrar seus pleitos junto às Bases de Segurança Comunitária ou outras Unidades.