Tiroteio no Granja de Freitas: por que a PM ocupou o local tão rápido?

Na noite do último dia 18 de maio a Polícia Militar ocupou o bairro Granja de Freitas após a constatação de diversos disparos para o alto de armas de fogo presenciadas pela população local. A ação militar aconteceu no sentido de localizar e prender os criminosos.

A presença constante das instituições policiais, como a PM, fazendo o patrulhamento ostensivo e da Polícia Civil nas investigações dos crimes ocorridos, permite trazer um pouco de tranquilidade às comunidades que se vêem reféns destes criminosos.

Normalmente quando pedimos uma polícia cidadã, que combata o crime com menor letalidade, esquecemos também de pedir a quem integra as forças policiais, um melhor tratamento. Estas trabalham em situações totalmente adversas e sem treinamento necessário para o atendimento de todos os problemas que ocorrem, além de um salário não condizente para os cuidados necessários em prover a sua própria família com dignidade.

Quando fatos como o ocorrido recentemente no bairro Granja de Freitas, a primeira a ser chamada é a Polícia, sendo esta a sua finalidade constitucional. A presença física da mesma em locais de ocorrência, atendendo prontamente aquele fato, impede que os criminosos se apoderem daquela região.

Esta é a função do Estado, e se não fizer esta ocupação, a criminalidade começa a se apoderar cada vez mais com armas potentes e dentro em pouco estaremos igual a algumas localidades do Rio de Janeiro em que somente se entra com um enorme aparato, e acontecendo baixas dos dois lados, inclusive de pessoas inocentes.

Por isto a necessidade de não se deixar que algumas regiões de Belo Horizonte sejam cooptadas pelo crime, agir preventivamente ou tão logo ocorra algum fato que traga insegurança à sociedade local. Em Minas Gerais, a criminalidade não tem vez. Tanto é que não conhecemos ninguém por aqui que está na prática do crime que seja ‘famoso’, pois se era, ou está preso ou foi morto em algum confronto com a polícia.

Finalizo aqui com as palavras do Delegado de Polícia do Distrito Federal, Wilmar Costa Braga, que diz: “Parece ser a Polícia o único órgão responsável pela segurança, mas não é. Apenas tem a função mais árdua de todos os outros, porque atua na garimpagem de criminosos e na execução das Leis, a fim de torná-las efetivas ao exigir o cumprimento das regras sociais e solucionar os seus conflitos.

Daí a preocupação que deve ter o dirigente de um órgão policial com o perfil, com a remuneração, com o preparo técnico e operacional, com a coibição dos desvios de conduta, em face da vulnerabilidade com a criminalidade e com o risco de vida.” (meuartigo.brasilescola.uol.com.br – A polícia cidadã e a sociedade, Archimedes Marques).

@elsonmatosdacosta