Uma novidade polêmica: a ‘Xepa’ da Vacina no Rio de Janeiro

Inventaram um novo jeito de burlar a fila, que inicialmente está vacinando os profissionais de saúde, idosos internados em casas de repouso, indígenas e o início, em alguns estados dos mais idosos sem internação. Este novo jeito, que não chega a ser um crime, é chamado de ‘Xepa’, que principalmente no Rio de janeiro serve para dar nome as compras no fim da feira, às sobras.

Ocorre da seguinte forma. A fila da vacinação ocorre até às 17h, e as pessoas descobriram que neste momento, se o posto estiver utilizando a vacina de Oxford, com dez doses cada frasco, e não tiver mais ninguém na fila, o restante é distribuído a quem por ali estiver. Este imunizante, depois de aberto, consegue ser efetivo até seis horas depois, portanto, deveria ser esvaziado neste mesmo dia para não acontecer o desperdício.

Os próprios ocupantes da fila é que a organizam e numa forma para ser mais justa a quem irá receber a vacina, os funcionários perguntam a idade de cada um ali presente, e os mais velhos a recebem de acordo com o que restou do frasco.

Este é o desespero de todos que desejam ardentemente receber pelo menos a sua primeira dose e assim se prevenir contra esta doença que assolou o mundo. O centro de saúde não tem como impedir a formação da fila da ‘Xepa’. Assim, a recomendação atual é a de que somente se abra o frasco de 10 doses, quando houver este quantitativo de pessoas aptas e selecionadas a receber a vacina na fila. Havendo menos, utilizar a CoronaVac que tem uma dose a cada frasco.

Este é o nosso País, o do ‘jeitinho brasileiro’.

Fonte: cnnbrasil.com.br

@elsonmatosdacosta