Vai viajar de avião? Algumas máscaras não serão permitidas no voo

Março chega trazendo novas regras para a aviação no Brasil e não estou falando de teste de Covid, peso de bagagem ou algo do tipo. É que a partir do dia primeiro a Latam proibirá alguns tipos de máscara nos seus voos.  A medida foi adotada por questões de segurança. Segundo a empresa, algumas variantes do acessório não são eficazes para conter o vírus. E, vamos combinar, que na hora de confeccionar as máscaras, a imaginação dos brasileiros ganhou asas e voou.

Estão proibidas as máscaras com válvula, aquelas de plástico transparente e as bandanas. As máscaras aceitas serão as cirúrgicas (sem válvula) e as máscaras de tecido, usadas pela maior parte da população. Essa estratégia pode até ser nova por aqui, mas na Europa já não é de hoje que as companhias endureceram as regras por causa da chegada das variantes do coronavírus.

O Grupo Lufthansa, por exemplo, que reúne várias empresas como Lufthansa, Swiss, Austrian e Brussels Airlines, exige que os passageiros usem máscaras cirúrgicas ou do tipo FFP2 ou N95/KN95. Por lá, a regra é ainda mais rígida e as máscaras de pano ou similares foram proibidas durante os voos que saem ou chegam na Alemanha.

Por aqui, a Latam já informou que não irá fornecer as máscaras aceitáveis para os passageiros que estiverem sem a proteção adequada. É melhor não correr o risco, né? Falando nisso, a questão levanta mais uma vez a discussão sobre os riscos de viajar de avião. Estudos apontam que a quantidade de casos suspeitos e confirmados que teriam sido contraídos durante o voo em todo o mundo é pequena.

Isso porque a maneira como o ar circula dentro das aeronaves não favorece a contaminação. O ar flui para baixo em direção às saídas do chão e sempre entra e sai por uma mesma fileira de assento, o que significa que é menos provável que as partículas respiratórias circulem para frente ou para trás.

Além disso, o ar que se respiramos nas aeronaves é renovado a cada três minutos. Um sistema do avião capta o ar do ambiente externo, onde a temperatura gira em torno de 50 graus negativos, ele passa pelo compressor do motor, onde esquenta, e depois é resfriado e misturado com o ar da cabine.

O maior risco em uma viagem de avião é a transmissão por contato direto com a pessoa infectada ou por contato com os objetos, como poltronas, cinto de segurança, porta do banheiro e etc. Por isso é tão importante o uso da máscara e todos os outros cuidados com a higiene das mãos.

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